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Domingo, 1 de novembro de 2026

Lula busca aproximação com diretórios do MDB no Norte e Nordeste

Helder Barbalho é apontado como interlocutor do MDB com Lula; o diretório do Pará apoiou o presidente no segundo turno da eleição.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Dois políticos conversam em uma sala de reunião com uma bandeira do Brasil ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Dois políticos conversam em uma sala de reunião com uma bandeira do Brasil ao fundo.
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Lula pretende estreitar a relação com diretórios do MDB do Norte e do Nordeste que o apoiaram no segundo turno. Helder Barbalho e Renan Filho são apontados como interlocutores. A legenda se dividiu na eleição: 17 diretórios apoiaram Flávio Bolsonaro. O presidente também busca ampliar a articulação com o PSD.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estreitar a relação com diretórios do MDB do Norte e do Nordeste que o apoiaram no segundo turno da eleição presidencial. O senador eleito pelo Pará Helder Barbalho e o senador Renan Filho, de Alagoas, são apontados como interlocutores do partido com o presidente no início do quarto mandato de Lula.

Na campanha, diretórios do MDB no Amazonas, em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, no Pará, em Pernambuco, no Piauí, na Paraíba e em Rondônia apoiaram Lula. A legenda, porém, se dividiu no segundo turno: 17 diretórios endossaram o senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado pelo presidente.

A ala que apoiou Flávio está concentrada no Sul e no Sudeste e tem entre seus principais representantes o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. A aproximação de Lula com esses diretórios é considerada mais difícil após os gestos feitos por ambos durante a campanha.

Nunes criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas a votação em urnas que ainda não estavam fechadas, a poucos minutos do encerramento do pleito em todo o país. O pedido de extensão havia sido feito pelas campanhas de Lula e de Flávio. O prefeito afirmou que a virada de Lula era “difícil de entender” diante das pesquisas e disse que Zanin “mudou a regra do jogo”.

O MDB foi um dos partidos aliados do governo Lula no terceiro mandato e contribuiu para votações importantes, especialmente na área econômica. A sigla começou a gestão com três ministérios: Planejamento e Orçamento, Cidades e Transportes. Simone Tebet deixou o Planejamento ao migrar para o PSB; Jader Filho comandava Cidades e Renan Filho, Transportes.

Na pré-campanha, chegou a ser considerada uma aliança presidencial entre PT e MDB, com um integrante da sigla como vice de Lula. Helder Barbalho foi um dos nomes cogitados, mas a discussão não avançou concretamente com o presidente. Lula confirmou Geraldo Alckmin, do PSB, para a vaga, e o MDB optou pela neutralidade no primeiro turno.

A aproximação com os diretórios do Norte e do Nordeste é parte da articulação de Lula para ampliar sua base política no quarto mandato. O presidente também busca se aproximar do PSD e valorizar indicações das cúpulas partidárias, em vez de negociar apenas com grupos da legenda no Congresso.

O PSD é visto como importante para a governabilidade. Seu presidente, Gilberto Kassab, não declarou apoio público a Flávio no segundo turno e manteve distância da disputa. Ele concorreu à Vice-Presidência na chapa de Ronaldo Caiado, do PSD.

Fontes: Estadão

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