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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

União Brasil, MDB e PSDB defendem respeito ao resultado eleitoral

As legendas reagiram à carta de Flávio Bolsonaro, que se declarou “líder do Brasil” e afirmou que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Representantes políticos falam em uma coletiva diante de microfones, com uma urna desfocada ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Representantes políticos falam em uma coletiva diante de microfones, com uma urna desfocada ao fundo.
Resumo em 30 segundos

União Brasil, MDB e PSDB reafirmaram confiança no sistema eleitoral e defenderam que o resultado da eleição presidencial seja respeitado. As manifestações vieram após Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula, publicar uma carta dizendo que lideraria a oposição dos Estados Unidos. O senador também questionou a eleição e alegou fraude sem apresentar provas.

União Brasil, MDB e PSDB reafirmaram confiança no sistema eleitoral e defenderam o respeito ao resultado das eleições presidenciais, realizadas no último domingo, 25. As manifestações foram divulgadas depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa, publicou uma carta na quarta-feira, 28, em que se declarou “líder do Brasil” e disse que comandaria a oposição a partir dos Estados Unidos.

O União Brasil afirmou que a democracia é um valor inegociável e que a legitimidade do processo não depende de quem vence. O partido também declarou que o resultado das urnas deve ser respeitado e que as instituições precisam se sobrepor a interesses individuais. O MDB manifestou confiança no sistema eleitoral brasileiro e na legitimidade do resultado do pleito.

O presidente do PSDB, Aécio Neves, classificou como “incompreensível” a decisão de Flávio de fazer oposição fora do país. Para ele, a oposição é parte importante da democracia, mas deve ser exercida em território nacional, com fiscalização do governo e cobrança dos compromissos assumidos com a população. O partido também defendeu que a atuação política siga as regras democráticas e respeite as instituições e o processo eleitoral.

Flávio chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã de quarta-feira, dois dias depois de deixar o Brasil. Ele havia sido proibido de sair do país e intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes. Após a divulgação do resultado eleitoral, questionou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alegou fraude, sem apresentar provas.

Na primeira versão da carta, o senador se chamou de “verdadeiro presidente eleito” e usou um brasão antigo com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. Depois, publicou uma versão revisada, na qual se identificou como “líder do Brasil” e substituiu o símbolo pelo brasão atual da República Federativa do Brasil.

A eleição terminou com a vitória de Lula por uma diferença superior a quatro milhões de votos. A Justiça Eleitoral organiza e fiscaliza as etapas do pleito, e a divulgação oficial do resultado permite identificar quem foi eleito. Questionamentos sobre uma eleição precisam ser apresentados por meios legais e acompanhados de elementos que sustentem as alegações.

Flávio também é investigado em dois inquéritos. Um apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à sua relação com o advogado Willer Tomaz; o outro investiga um pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para produzir “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma investigação em andamento não equivale a uma condenação.

O senador não disputou a reeleição para o Senado e, por isso, deixa a Casa em 31 de janeiro de 2027. A permanência nos Estados Unidos não implica, por si só, perda automática do mandato. A matéria sobre as manifestações partidárias não informa se ele comunicou formalmente a viagem ao Senado.

Fontes: Estadão, Zero Hora, O Globo

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