Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Líderes da Bolívia, Paraguai e Chile parabenizam Lula

Rodrigo Paz, Santiago Peña e José Antonio Kast destacaram a cooperação com o Brasil; Javier Milei compartilhou publicações que questionavam a votação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lula cumprimenta líderes latino-americanos em uma recepção diplomática. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lula cumprimenta líderes latino-americanos em uma recepção diplomática.
Resumo em 30 segundos

Os presidentes da Bolívia, do Paraguai e do Chile felicitaram Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória sobre Flávio Bolsonaro. México, Uruguai e Cuba também se manifestaram. O argentino Javier Milei não parabenizou Lula e compartilhou publicações que colocavam em dúvida o processo eleitoral, sem apresentar evidências para as alegações.

Presidentes da Bolívia, do Paraguai e do Chile parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória sobre Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras, neste domingo (25). Também se manifestaram os líderes de México, Uruguai e Cuba. O presidente argentino, Javier Milei, não felicitou Lula e compartilhou publicações que questionavam o processo eleitoral.

Rodrigo Paz, da Bolívia, afirmou que os dois países são “vizinhos e irmãos” e disse que pretende manter o trabalho conjunto com o Brasil. O presidente paraguaio, Santiago Peña, saudou a “jornada democrática” e mencionou interesses comuns em integração e desenvolvimento.

José Antonio Kast, do Chile, declarou que telefonou para Lula para cumprimentá-lo. Em publicação na rede social X, afirmou que os países têm um futuro compartilhado e citou como prioridades a integração econômica e o combate ao crime organizado.

Os três presidentes são associados à recente guinada à direita na América Latina, mas mantêm relações com Lula. Paz esteve no Brasil em março, quatro meses depois de assumir a Presidência, e recebeu apoio do governo brasileiro durante a crise econômica e política boliviana, em maio.

A relação entre Brasil e Paraguai passou por tensão após uma declaração de Lula sobre a Guerra do Paraguai, em julho. Na ocasião, o vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, disse que o governo não queria que o episódio fosse interpretado como tentativa de interferir nas eleições. Kast, por sua vez, encontrou-se com Lula em cúpulas internacionais. Depois de um desses encontros, afirmou que as diferenças ideológicas não impediam a busca pelo que fosse melhor para os cidadãos de cada país.

Milei teve outra reação. Até o fim da noite deste domingo, o presidente argentino havia compartilhado mensagens que colocavam em dúvida a votação brasileira, mas não publicou uma congratulação a Lula. Uma das postagens comparava o presidente eleito a Nicolás Maduro, que governou a Venezuela de 2013 a 2026.

Outra publicação, do veículo argentino La Derecha Diario, acusou Lula de tentar “roubar as eleições”. O texto alegava que o horário de votação havia sido estendido até as 19h a pedido do PT, enquanto a apuração já teria começado. As afirmações foram compartilhadas por Milei, sem apresentação de evidências nas publicações citadas.

A discussão mencionada nas postagens se referia a restrições ao transporte registradas no país e à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h. As mensagens também diziam, sem comprovação, que a medida teria sido tomada para favorecer Lula.

Milei já havia feito ataques públicos ao presidente brasileiro. No lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, em São Paulo, no fim de julho, chamou Lula de “lixo socialista”. A crise entre os dois governos levou, semanas depois, a um rebaixamento inédito das relações diplomáticas entre Argentina e Brasil.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também