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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Lei de financiamento universitário da Argentina opõe Milei e manifestantes

Aprovada em 2025, a lei está em disputa na Justiça; o governo afirma que sua aplicação amplia gastos sem indicar a origem dos recursos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Manifestantes em protesto diante do Congresso argentino, em Buenos Aires. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Manifestantes em protesto diante do Congresso argentino, em Buenos Aires.
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A aplicação da Lei de Financiamento Universitário, aprovada na Argentina em 2025, opõe o governo de Javier Milei a estudantes, professores e sindicatos. A disputa foi parar na Justiça e acompanhou confrontos em frente ao Congresso, onde manifestantes e policiais se enfrentaram. Outros países também registraram protestos ligados à educação, mas com reivindicações próprias.

A Lei de Financiamento Universitário da Argentina está no centro de um impasse entre o governo de Javier Milei e manifestantes que foram às ruas em Buenos Aires nos últimos dias. Aprovada em 2025, a legislação prevê recursos para as universidades, mas o governo contesta sua aplicação por considerar que ela eleva os gastos públicos sem apontar de onde virá o dinheiro.

O conflito chegou à Justiça e também provocou confrontos em frente ao Congresso. Manifestantes atiraram pedras e danificaram estruturas, enquanto a polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar o grupo. Houve feridos, mas não foram divulgados números.

A disputa envolve duas questões: a aplicação de uma lei aprovada pelo Legislativo e a política fiscal defendida pelo governo. Milei sustenta que o aumento de despesas sem recursos identificados pode comprometer o equilíbrio das contas públicas. Já os protestos reúnem estudantes, professores e sindicatos contrários aos cortes de verbas e à precarização do ensino.

O caso argentino faz parte de uma sequência de mobilizações estudantis e de trabalhadores da educação em diferentes países. Na Albânia, os atos incluem reivindicações por melhores condições nas universidades e denúncias de suspeitas de corrupção no governo. Na Itália e na França, manifestantes apontam falta de investimentos, prédios em más condições e salas superlotadas.

Na Espanha, professores pedem melhores salários e menos alunos por turma. Em Portugal, os protestos se voltam contra o aumento previsto das mensalidades universitárias e a falta de moradia para estudantes. As mobilizações também foram registradas em Bélgica e Chile, embora com pautas distintas.

No Chile, mais de 20 mil pessoas marcharam em Santiago no início de outubro contra o orçamento de 2027 para a educação. Mais recentemente, alunos da Pontifícia Universidade Católica interromperam as atividades em protesto contra cortes na cultura e por problemas estruturais atribuídos às chuvas. Os atos terminaram com dezenas de prisões.

Na França, as manifestações começaram em setembro e passaram a incluir episódios de violência urbana, segundo o governo. Em Paris, a polícia interveio com canhões de água após incêndios em veículos e quebra de vidraças. O primeiro-ministro afirmou que os atos já não envolvem apenas estudantes, e o governo atribuiu parte da desordem a movimentos de extrema-esquerda.

Para entender

Lei de Financiamento Universitário
Legislação argentina aprovada em 2025 que prevê recursos para as universidades. A controvérsia descrita envolve sua aplicação e o argumento do governo de que a lei aumenta despesas sem indicar a origem do dinheiro.

Fontes: Gazeta do Povo

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