Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Katie Zacharia admite não ter confirmação de aprovação na Ordem da Califórnia

A secretária de imprensa da Casa Branca diz que se apresentava como advogada por ter diploma em Direito e experiência profissional, mas não tinha licença nos EUA.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Livro jurídico fechado e martelo sobre uma mesa em um escritório de advocacia vazio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Livro jurídico fechado e martelo sobre uma mesa em um escritório de advocacia vazio.
Resumo em 30 segundos

Katie Zacharia reconheceu que não há confirmação de que tenha sido aprovada no exame da Ordem dos Advogados da Califórnia. Ela disse que se inscreveu para a prova, mas não voltou a fazê-la após retornar da China. A Campaign for Accountability pediu que a entidade investigue o caso.

Katie Zacharia, nova secretária de imprensa da Casa Branca, reconheceu nesta quinta-feira (15) que não há confirmação de que tenha sido aprovada no exame da Ordem dos Advogados da Califórnia. Ela afirmou, porém, que considerava legítimo apresentar-se como advogada por ter diploma em Direito e experiência profissional na área, embora não fosse uma advogada licenciada nos Estados Unidos.

Zacharia, de 41 anos, descreveu-se como advogada em participações na televisão e nas redes sociais. Também se apresentou como assessora jurídica geral de uma organização sem fins lucrativos sediada na Califórnia. O diploma da faculdade de Direito da Universidade Pepperdine, por si só, não habilita alguém a exercer a advocacia nos Estados Unidos: é necessário cumprir os requisitos de licenciamento, que incluem a aprovação no exame da Ordem.

Em entrevista ao veículo conservador Real America’s Voice, Zacharia disse que se inscreveu para fazer a prova, mas estava “distraída e sobrecarregada” com os preparativos para se mudar para a China com o marido. Ela afirmou que os resultados eram “em certa medida, irrelevantes”, pois sabia que não precisaria do título no país asiático.

Em Pequim, Zacharia trabalhou como advogada em um importante escritório chinês. Ela disse que não voltou a prestar o exame depois de retornar aos Estados Unidos porque teve seu primeiro filho. Segundo a porta-voz, pessoas da área jurídica lhe disseram que poderia usar o termo “advogada”, desde que não se apresentasse como “advogada licenciada”.

Zacharia também sustentou que sua formação e experiência em direito empresarial na China permitiam que oferecesse análise jurídica, mas não assessoria legal. Nos Estados Unidos, a autorização para exercer a advocacia é concedida por cada estado; a aprovação no exame e a licença correspondente distinguem a formação acadêmica do direito de representar clientes ou prestar serviços jurídicos como profissional habilitado.

Na quarta-feira, a Campaign for Accountability, organização de esquerda voltada à ética na política, pediu que a Ordem dos Advogados da Califórnia investigasse o caso. A entidade afirmou que, no estado, apresentar-se como advogado sem licença não é apenas uma forma de publicidade exagerada, mas pode configurar crime.

As buscas sobre Zacharia também incluem perguntas sobre idade, marido, casamento, pais e sobrenome de solteira. Ela tem 41 anos e mencionou o marido ao explicar a mudança planejada para a China; não foram divulgados detalhes sobre os demais assuntos.

Para entender

Ordem dos Advogados da Califórnia
A State Bar of California é a entidade responsável por regulamentar a advocacia no estado. Nos Estados Unidos, os requisitos para obter licença profissional são definidos por cada estado; diploma em Direito, por si só, não autoriza alguém a exercer a advocacia.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também