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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Justiça Federal condena gestores por desvio no BB e na Caixa

O esquema desviou R$ 22,7 milhões do Banco do Brasil e R$ 8,8 milhões da Caixa entre 2012 e 2015; condenados podem recorrer em liberdade.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Veículo de transporte de valores parado perto de caixas eletrônicos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Veículo de transporte de valores parado perto de caixas eletrônicos.
Resumo em 30 segundos

A Justiça Federal condenou gestores e funcionários da Embraforte por desviar recursos do Banco do Brasil e da Caixa durante o abastecimento de caixas eletrônicos. As penas chegam a 28 anos e sete meses de prisão. Parte dos réus foi absolvida, e os condenados poderão recorrer em liberdade.

A Justiça Federal condenou integrantes da direção e funcionários da empresa Embraforte Segurança e Transporte de Valores por um esquema que desviou R$ 22,7 milhões do Banco do Brasil e R$ 8,8 milhões da Caixa Econômica Federal. As fraudes ocorreram entre 2012 e 2015, durante o abastecimento de caixas eletrônicos em agências bancárias, segundo as sentenças da 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.

O grupo teria colocado nos terminais quantias menores do que as registradas nos sistemas dos bancos e nas guias da empresa. A diferença era transferida para contas de pessoas e companhias ligadas aos envolvidos. Depois, o dinheiro circulava por negócios da família, com depósitos em espécie e compra de bens. As sentenças consideraram que essa etapa configurou lavagem de dinheiro.

O principal gestor da Embraforte, apontado como líder do esquema, recebeu pena de 28 anos, sete meses e 25 dias de prisão, em regime inicial fechado, além de 816 dias-multa. Ele foi condenado por peculato continuado — apropriação ou desvio de recursos em razão de uma função —, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dois filhos do gestor, que também participavam da administração da empresa, foram condenados pelos mesmos crimes a 25 anos, um mês e dez dias de prisão cada, também em regime fechado. O gerente de uma base da Embraforte recebeu pena de 15 anos, três meses e 20 dias, por repassar e executar ordens da direção. Já o supervisor de tesouraria, apontado como responsável por falsificar guias, foi condenado a oito anos, três meses e 25 dias, em regime semiaberto, por peculato continuado e organização criminosa.

As sentenças também absolveram três réus das acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa por falta de provas. Outros cinco foram absolvidos da acusação de lavagem relacionada a três empresas: RRJ Comércio e Representações, Cologne Holding do Brasil e Reta Rápido.

Os condenados poderão recorrer em liberdade. A Justiça determinou ainda o perdimento dos bens apreendidos na investigação; o dinheiro obtido com a venda desses bens deverá ser usado prioritariamente para ressarcir o Banco do Brasil e a Caixa. A decisão foi proferida em duas ações penais, de números 0048924-98.2015.4.01.3800 e 0012339-08.2019.4.01.3800.

Fontes: Valor Econômico

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