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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Isaac Herzog consulta partidos para definir quem tentará formar governo

Após eleições em Israel, o bloco de Netanyahu ficou com 53 cadeiras e a aliança de Eisenkot, com 48; são necessárias 61 para a maioria.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Isaac Herzog analisa documentos em seu gabinete antes de consultar os partidos eleitos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Isaac Herzog analisa documentos em seu gabinete antes de consultar os partidos eleitos.
Resumo em 30 segundos

Isaac Herzog iniciou consultas com os partidos eleitos para decidir quem receberá a tarefa de formar o próximo governo de Israel. Nenhum bloco alcançou sozinho as 61 cadeiras necessárias para ter maioria no Knesset. O presidente tem até 11 de novembro para escolher um parlamentar, que terá 28 dias para negociar uma coalizão.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciou nesta quarta-feira, 4, consultas com os partidos eleitos e continua as reuniões nesta quinta-feira, 5, para decidir quem receberá a tarefa de formar o próximo governo. Os encontros incluem o atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, e Gadi Eisenkot, principal adversário político do premiê, após as eleições legislativas de 27 de outubro.

Herzog precisa escolher, até 11 de novembro, o parlamentar que considera mais apto a reunir apoio para formar uma coalizão. O bloco ligado a Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Parlamento israelense, o Knesset; a aliança liderada por Eisenkot obteve 48. Os partidos árabes ficaram com 19 assentos, um resultado histórico. Para garantir maioria, são necessários ao menos 61 parlamentares.

O cenário permanece indefinido porque nenhum dos blocos alcançou esse número e os apoios anunciados não asseguram, por si só, os votos necessários. O partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá, que era aliado da coalizão de Netanyahu, informou que não recomendará nenhum dos dois candidatos ao presidente. Uma legenda árabe declarou apoio a Eisenkot, e a outra também era esperada para endossá-lo.

Tanto Eisenkot quanto Netanyahu descartaram formar um governo com os dois partidos árabes. Assim, mesmo com o apoio de uma legenda e a expectativa de endosso da outra, Eisenkot ainda não tem garantidos os votos necessários para assumir o governo. As consultas de Herzog com os representantes partidários servem para avaliar qual parlamentar tem melhores condições de construir uma maioria.

Na quarta-feira, Herzog recebeu os resultados certificados pela Comissão Central de Eleições e os reconheceu como válidos. A comissão informou que uma investigação sobre denúncias de fraude atribuídas a partidos árabes não encontrou irregularidades que pudessem comprometer a votação ou alterar o resultado. Uma apuração distinta, sobre possível interferência estrangeira, segue a cargo do Shin Bet, o serviço de inteligência interna de Israel.

Ao receber os resultados, Herzog afirmou que a eleição havia terminado e que era preciso reconhecer a realidade política. Ele também condenou declarações racistas contra árabes-israelenses e pediu que os partidos negociem para evitar uma nova votação. As tentativas de Netanyahu e aliados de contestar o resultado foram contrariadas pela certificação oficial.

Depois de receber o mandato, o parlamentar escolhido terá 28 dias para tentar formar uma coalizão, prazo que pode ser ampliado por mais duas semanas. Se não conseguir, outro candidato poderá ter a oportunidade. Caso as tentativas fracassem, Israel poderá realizar novas eleições no início de 2027. Enquanto não houver novo governo, Netanyahu permanece à frente de um gabinete interino.

Fontes: Estadão

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