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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Intenção de consumo das famílias cai pelo terceiro mês seguido

O indicador da CNC recuou 0,8% em outubro, para 103,6 pontos, embora tenha ficado 2,2% acima do resultado registrado no mesmo mês de 2025.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Família observa fogões e geladeiras em uma loja de eletrodomésticos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Família observa fogões e geladeiras em uma loja de eletrodomésticos.
Resumo em 30 segundos

A Intenção de Consumo das Famílias caiu 0,8% em outubro ante setembro, para 103,6 pontos, no terceiro recuo mensal consecutivo e no menor nível desde janeiro. Os sete componentes do indicador da CNC diminuíram no mês. Na comparação anual, o índice avançou 2,2%, mas a perspectiva profissional recuou 7,7%.

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,8% em outubro ante setembro e ficou em 103,6 pontos, segundo indicador da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgado nesta segunda-feira (26). Foi a terceira queda mensal consecutiva e o menor resultado desde janeiro. Na comparação com outubro do ano passado, porém, houve alta de 2,2%.

O ICF mede a disposição das famílias para consumir a partir de sete componentes ligados à situação atual e às expectativas: emprego, renda, nível de consumo, perspectiva profissional, perspectiva de consumo, acesso ao crédito e momento para comprar bens duráveis. Em outubro, todos tiveram queda em relação ao mês anterior. O maior recuo foi no momento para a compra de duráveis, como fogões e geladeiras, com baixa de 1,8%; o nível de consumo atual caiu 1,3% e a perspectiva de consumo, 1%.

Também diminuíram os indicadores de emprego atual e acesso ao crédito, ambos em 0,7%, a perspectiva profissional, em 0,6%, e a renda atual, em 0,3%. A CNC relacionou o resultado à preocupação crescente com o mercado de trabalho e ao menor interesse em adquirir produtos duráveis.

Na comparação anual, seis dos sete componentes avançaram. O acesso ao crédito subiu 7%, o momento para comprar duráveis aumentou 14% e a perspectiva de consumo teve alta de 3,4%. O único item em queda foi a perspectiva profissional, que recuou 7,7% em relação a outubro do ano passado.

A perda de confiança no mês atingiu famílias de diferentes níveis de renda. Entre aquelas com rendimento de até dez salários mínimos, o índice caiu 0,8%, para 101,4 pontos. No grupo com renda superior a dez salários mínimos, a redução também foi de 0,8%, e o ICF chegou a 115,4 pontos. A avaliação sobre a compra de bens duráveis foi o principal ponto negativo nas duas faixas: caiu 1,7% entre as famílias de menor renda e 2% entre as de maior renda.

José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, afirmou que o orçamento dos consumidores poderia estar em situação melhor. Ele demonstrou expectativa de que datas sazonais, como a Black Friday e as confraternizações de fim de ano, favoreçam o varejo no curto prazo. Tadros disse, porém, que ainda há incertezas sobre o consumo nos próximos meses, apesar da estabilização da massa salarial e da taxa de ocupação em bons patamares. Também apontou parcelas de dívidas e contas em atraso como fatores que pressionam o poder de compra.

Fontes: Valor Econômico

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