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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Santa Catarina confirma segundo foco de Newcastle em granja de perus

O novo caso da doença de Newcastle em aves foi detectado em Coronel Freitas; a infecção raramente afeta humanos e pode causar conjuntivite leve.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Veterinário com roupa de proteção inspeciona o exterior de uma granja de perus. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Veterinário com roupa de proteção inspeciona o exterior de uma granja de perus.
Resumo em 30 segundos

O Ministério da Agricultura confirmou um segundo foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Coronel Freitas, Santa Catarina. A propriedade já estava na área de restrição do primeiro caso. O governo iniciou ações de contenção, e China e Arábia Saudita restringiram aves provenientes do estado.

O Ministério da Agricultura confirmou no domingo um segundo foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Coronel Freitas, no oeste de Santa Catarina. O caso foi detectado uma semana depois do primeiro registro em uma propriedade de Nova Itaberaba, também no estado, e os dois locais ficam próximos um do outro.

A granja de Coronel Freitas já estava na área de restrição definida após a primeira ocorrência. Por causa da proximidade, o Ministério da Agricultura informou que fez apenas um pequeno ajuste nos limites da área, que segue sob vigilância. Na propriedade, o Serviço Veterinário Oficial iniciou investigação epidemiológica, ações de contenção e o despovoamento sanitário das aves.

A doença de Newcastle é causada por um vírus que pode atingir os sistemas respiratório, nervoso e digestivo das aves. É altamente contagiosa entre elas e pode causar doença grave. A ocorrência em aves comerciais no Brasil é a primeira desde julho de 2024, quando houve um registro no Rio Grande do Sul.

O Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios catarinenses: Águas Frias, Coronel Freitas, Nova Erechim e Nova Itaberaba. A medida permite reforçar a vigilância e as ações de controle na região. Além dos dois focos em granjas, o vírus foi encontrado em pombos de vida livre em Marema; essa detecção não é classificada como foco da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal.

A doença raramente afeta seres humanos. Quando isso ocorre, pode provocar conjuntivite leve. Não há evidências de transmissão do vírus às pessoas por meio de alimentos, segundo as informações do caso. As medidas sanitárias e as restrições de circulação de aves buscam conter a disseminação entre criações.

China e Arábia Saudita impuseram restrições a aves provenientes de Santa Catarina. A China é a maior compradora de frango brasileiro, e a Arábia Saudita ocupa a quarta posição entre os importadores. As restrições estaduais podem limitar o impacto nas exportações, pois frigoríficos de outros estados ainda podem abastecer esses mercados.

Santa Catarina respondeu por cerca de 23% das exportações brasileiras de frango até setembro deste ano e é o segundo maior estado exportador do produto. Em 2024, após um caso de Newcastle no Rio Grande do Sul, China e União Europeia suspenderam temporariamente compras brasileiras. A vacinação contra a doença e o tratamento de aves dependem de medidas veterinárias; o controle de um foco inclui vigilância e contenção determinadas pelos serviços oficiais.

Fontes: O Globo, Zero Hora

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