Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

InfoGripe aponta alta de internações por vírus respiratórios no Brasil

O boletim InfoGripe da Fiocruz analisou registros de 25 a 31 de outubro e identificou maior incidência de SRAG entre crianças pequenas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional de saúde examina uma criança em leito hospitalar. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional de saúde examina uma criança em leito hospitalar.
Resumo em 30 segundos

Internações por SRAG associadas a metapneumovírus, rinovírus e Covid-19 estão em alta no Brasil, segundo o InfoGripe. A análise também aponta participação do VSR entre crianças pequenas. Em 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no país; nas quatro semanas mais recentes, o rinovírus concentrou metade dos resultados positivos.

Internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associadas ao metapneumovírus, ao rinovírus e à Covid-19 estão em alta no Brasil, segundo o boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira. A análise considera os registros entre 25 e 31 de outubro e aponta maior incidência de SRAG entre crianças pequenas, com participação também do vírus sincicial respiratório (VSR).

O metapneumovírus apresenta aumento em estados do Sudeste, do Sul e do Nordeste. Os registros cresceram em São Paulo e no Rio de Janeiro; em Santa Catarina e no Paraná; e na Bahia, em Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba e em Sergipe. O boletim também identifica sinais de alta da Covid-19 em Mato Grosso do Sul, no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Nas quatro últimas unidades da Federação, porém, os níveis permanecem baixos.

Entre crianças pequenas, o VSR também contribui para as internações. Esse vírus é a principal causa de bronquiolite infantil. O rinovírus, associado ao resfriado, responde pela maior mortalidade nessa faixa etária, de acordo com a análise.

Em 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no país. Entre os casos com resultado positivo para algum vírus respiratório nas quatro semanas mais recentes, 38,7% foram atribuídos ao VSR, 33,5% ao rinovírus, 15,5% à influenza A, 5,5% à influenza B e 3,9% ao Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

No recorte das quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus representou 50,1% dos resultados positivos. O VSR correspondeu a 10,1%, o Sars-CoV-2 a 8,5%, a influenza B a 4,7% e a influenza A a 4,2%. Entre os óbitos do período, 43% foram associados ao rinovírus e 24,1% ao Sars-CoV-2; influenza B respondeu por 12,7%, VSR por 3,8% e influenza A por 1,3%.

O InfoGripe é um projeto da Fiocruz que acompanha casos de SRAG, quadros que evoluem para hospitalização. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da instituição, afirmou que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e mortes por Covid-19 e recomendou que pessoas dos grupos prioritários mantenham a imunização em dia.

O esquema indicado pelo Ministério da Saúde inclui vacinação inicial para crianças de seis meses a cinco anos, reforço a cada gestação e, para pessoas com 60 anos ou mais, doses semestrais. Também há reforço semestral para imunocomprometidos e anual para outros grupos prioritários, como trabalhadores da saúde. Para prevenir o VSR em recém-nascidos, gestantes podem receber a vacina a partir da 28ª semana de gravidez. Não há imunizantes contra metapneumovírus ou rinovírus.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também