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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Inflação de alimentos sobe 46,25% no governo Bolsonaro

No terceiro mandato de Lula, a alta acumulada foi de 16,88% até setembro de 2026; fatores climáticos e custos de produção influenciaram os preços.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Consumidor escolhe frutas e verduras em uma seção de hortifrúti de supermercado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Consumidor escolhe frutas e verduras em uma seção de hortifrúti de supermercado.
Resumo em 30 segundos

Os preços de alimentos e bebidas subiram 46,25% durante o governo Jair Bolsonaro e 16,88% desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva até setembro de 2026. O IPCA geral acumulou altas de 26,93% e 18,87%, respectivamente. Entre os fatores citados estão clima, custos de produção e logística.

A inflação de alimentos e bebidas acumulou alta de 46,25% durante o governo de Jair Bolsonaro e de 16,88% desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, até setembro de 2026. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No índice geral, que reúne os preços de diferentes grupos de produtos e serviços, a inflação acumulada foi de 26,93% no governo Bolsonaro e de 18,87% no período de Lula até setembro de 2026. O IPCA mede a variação de preços para famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos e é usado como indicador oficial da inflação no país.

O economista Ecio Costa, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atribui o avanço mais intenso dos preços dos alimentos durante o governo Bolsonaro sobretudo a fatores externos, com efeitos que se combinaram a problemas internos de produção e custos.

A pandemia de coronavírus, iniciada em 2020, afetou as cadeias de produção e abastecimento. Em 2021, problemas climáticos prejudicaram a produção agrícola, enquanto a crise hídrica elevou os custos de energia e de produção. No ano seguinte, a alta global dos fertilizantes encareceu insumos usados pelo agronegócio.

Costa também relaciona a desvalorização do real frente ao dólar e a política de paridade de preços dos combustíveis importados à alta do diesel. Como o transporte de alimentos depende do combustível, o aumento do custo do diesel pressionou a logística e os preços ao consumidor.

No terceiro mandato de Lula, a acomodação das cadeias globais contribuiu para normalizar a logística internacional, segundo o economista. A guerra do Irã, porém, ainda afeta os preços dos combustíveis, o que pode repercutir nos custos de transporte e produção.

Costa alerta ainda para a possibilidade de o El Niño previsto para este ano influenciar os preços dos alimentos no fim de 2026. O fenômeno climático pode alterar padrões de chuva e temperatura, com impactos sobre a agricultura; a intensidade do efeito nos preços dependerá das condições de produção e abastecimento.

Fontes: Valor Econômico

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