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Sábado, 24 de outubro de 2026

Incêndios na Indonésia elevam poluição do ar em Singapura

Em 16 de outubro, o índice de poluentes chegou a 225 no centro da cidade-Estado; a fumaça também fechou escolas e destruiu casas em Kalimantan.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Névoa de fumaça encobre parcialmente os prédios de Singapura. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Névoa de fumaça encobre parcialmente os prédios de Singapura.
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A fumaça de incêndios florestais e em turfeiras na Indonésia elevou a poluição em Singapura a níveis muito insalubres em outubro. Em Kalimantan, famílias perderam casas e escolas ficaram fechadas por até um mês. Religiosos ajudam as comunidades e defendem medidas para prevenir novos incêndios e reaproveitar palmeiras de dendê.

A fumaça de incêndios florestais e em turfeiras na Indonésia elevou a poluição do ar em Singapura a níveis muito insalubres em outubro. Em Kalimantan, também na Indonésia, o fogo destruiu casas de famílias pobres e a névoa tóxica manteve escolas fechadas por até um mês, segundo relatos apresentados por religiosos que atuam na região.

Em 16 de outubro, às 19h, o Índice de Padrões de Poluentes de 24 horas chegou a 225 na região central de Singapura. Três das cinco regiões da cidade-Estado estavam na faixa “muito insalubre”, de acordo com a Agência Nacional do Meio Ambiente.

A ministra da Sustentabilidade e Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, afirmou que parte da fumaça veio de incêndios em terras de sete empresas na Indonésia. As companhias deveriam receber notificações de medidas preventivas previstas na Lei de Poluição Transfronteiriça por Névoa Tóxica de Singapura, que trata da fumaça que atravessa fronteiras nacionais.

As turfeiras são áreas compostas por camadas de vegetação parcialmente decomposta. Quando secas, podem queimar e manter incêndios difíceis de controlar. Em Kalimantan, os efeitos atingiram comunidades vulneráveis: além da perda de moradias, o fechamento das escolas interrompeu as aulas e a poluição dificultou o trabalho e o sustento das famílias.

Franciscanos e capuchinhos atuam com bispos e governos locais para distribuir água potável e ajudar a reconstruir casas destruídas pelo fogo. A mobilização foi discutida em uma assembleia da Rede Franciscana pela Paz e Ecologia Integral na Ásia, realizada em Kota Kinabalu, na Malásia, entre 5 e 11 de outubro.

O padre capuchinho Pionius Hendi afirmou que a resposta da Igreja não deve se limitar ao atendimento depois dos desastres. “A Igreja não é chamada apenas a estar presente quando o desastre acontece, mas também a lutar para que desastres que podem ser prevenidos não continuem acontecendo”, disse.

Lideranças franciscanas também defenderam mudanças nas práticas agrícolas e no aproveitamento de recursos. Uma proposta é transformar palmeiras de dendê antigas em matéria-prima para celulose, papel e aglomerados, ou em cobertura morta para o solo, em vez de queimá-las. A iniciativa busca reduzir o uso do fogo no descarte dessas árvores.

A poluição do ar pode afetar a saúde, a educação e a possibilidade de trabalhar, além de se espalhar para países vizinhos. Por isso, religiosos e representantes regionais defendem ações conjuntas para prevenir novos incêndios, apoiar as comunidades atingidas e reduzir os danos ambientais.

Fontes: Gazeta do Povo

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