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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Indonésia retoma liga de futebol feminino após sete anos sem torneio

A competição começa neste domingo com seis clubes e cerca de 200 jogadoras; a federação prevê um período de teste de cinco anos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jogadoras de futebol treinam em um campo na Indonésia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jogadoras de futebol treinam em um campo na Indonésia.
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A Indonésia retoma sua liga de futebol feminino após a competição ter sido interrompida depois de uma temporada, em 2019. A nova edição reúne seis clubes e cerca de 200 atletas. A federação destinou 24 bilhões de rupias para reorganizar o torneio e pagar salários, com um período de teste previsto para cinco anos.

A Indonésia retoma neste domingo sua liga de futebol feminino, encerrada depois de uma única temporada, em 2019. A nova competição terá seis clubes e cerca de 200 jogadoras, em uma tentativa de criar um torneio regular após sete anos sem campeonato profissional contínuo no país.

A Federação Indonésia de Futebol (PSSI) destinou 24 bilhões de rupias, equivalentes a R$ 6,7 milhões, para reorganizar a liga e pagar os salários das atletas. O torneio passará por um período de teste de cinco anos, segundo Erick Thohir, presidente da federação e ministro dos Esportes da Indonésia.

A primeira edição, chamada Indonesia Women’s League (IWL), foi disputada em 2019. A pandemia de Covid-19 e dificuldades econômicas impediram que o campeonato continuasse. Os seis clubes da nova liga ficam em Jacarta ou nas proximidades, uma decisão que busca reduzir os custos e o tempo de deslocamento das equipes.

Zahra Naqiyyah, de 22 anos, joga pelo Garudayaksa e participou da edição inaugural, quando tinha 15 anos e sua equipe foi campeã. Ela vê potencial para o futebol feminino indonésio crescer, mas diz que a falta de calendário levou colegas a abandonar o esporte. “Muitas das minhas amigas desistiram porque o que mais poderiam fazer? Se quiserem se tornar treinadoras, quem vão treinar?”, afirmou.

A ausência de uma competição estável também levou jogadoras a buscar oportunidades no exterior. Nastasia Suci Ramadhani, de 20 anos, disputou a temporada passada pelo Odi Sports Club, nas Maldivas, e voltou à Indonésia em janeiro para atuar pelo Garudayaksa. Além do futebol, ela estuda gestão e considera seguir carreira policial ou militar. “Para os homens, há um campeonato todos os anos, mas para as mulheres, não”, disse.

O treinador Yopie Riwoe afirmou que a retomada ocorre em um cenário de competição com países asiáticos que mantêm estruturas mais consolidadas. Japão, China e Coreia do Sul têm campeonatos femininos; o Japão venceu a Copa do Mundo feminina em 2011 e é o atual campeão asiático. Riwoe apontou que as indonésias passaram anos sem uma rotina contínua de treinos diários de alta intensidade.

Mesmo sem uma liga permanente, a seleção da Indonésia conquistou a Copa feminina da ASEAN em 2024 e novamente neste ano. Azra Zifa Kayla, de 22 anos, que joga pelo Persita, em Banten, sonha em defender a equipe nacional. Ela divide os treinos à tarde com aulas de educação física para crianças do ensino fundamental pela manhã e diz que os estudos também são necessários para garantir seu futuro.

Teddy Tjahjono, dirigente da liga feminina, afirmou que a meta é construir uma indústria capaz de sustentar os clubes e oferecer condições profissionais às atletas. A continuidade do torneio será central para esse plano: sem calendário regular, jogadoras têm menos oportunidades de desenvolver carreira e os clubes enfrentam dificuldades para manter equipes.

Fontes: O Globo

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