Pular para o conteúdo
Sábado, 17 de outubro de 2026

IA pode elevar PIB dos EUA em quase 50% até 2030, prevê Anthropic

A projeção interna foi apresentada por Jack Clark nas reuniões do FMI e do Banco Mundial e depende da criação de novas indústrias e invenções.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pesquisador observa fileiras de servidores em um centro de dados. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pesquisador observa fileiras de servidores em um centro de dados.
Resumo em 30 segundos

Jack Clark, cofundador da Anthropic, apresentou uma projeção segundo a qual a inteligência artificial pode elevar em quase 50% a produção econômica dos Estados Unidos até 2030. O executivo condicionou o cenário à evolução da tecnologia e à criação de novas indústrias, e defendeu regras rigorosas para reduzir riscos.

O avanço da inteligência artificial (IA) pode elevar em quase 50% a produção econômica dos Estados Unidos até 2030, segundo uma projeção interna da Anthropic apresentada neste sábado (17) por Jack Clark, cofundador da empresa. A estimativa aponta para um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 44 trilhões, ante pouco mais de US$ 30 trilhões atualmente, desde que a tecnologia continue evoluindo e estimule a criação de novas indústrias e invenções.

Clark apresentou a projeção durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Bangkok. Ele reconheceu que o cenário pode parecer improvável, mas afirmou que a IA já está ampliando as possibilidades de descobertas científicas. A previsão, ressaltou, depende de uma transformação econômica ampla, capaz de sustentar um crescimento dessa dimensão.

O executivo defendeu cooperação internacional e regras rigorosas para a tecnologia. Segundo ele, o ritmo de desenvolvimento da IA reduz o tempo disponível para que governos definam salvaguardas. Clark afirmou que há sinais de uma possível “singularidade”, cenário em que o avanço da inteligência artificial ultrapassaria a capacidade humana de controlá-la, embora tenha dito que os sistemas continuam sob controle humano.

“Devemos esperar que, nos próximos anos, todo o ritmo de progresso, não apenas da IA, mas da ciência como um todo, se acelere. Isso será confuso e desorientador e trará grande riqueza e, potencialmente, grandes perigos”, disse Clark. Ele alertou que aplicações científicas também podem ser usadas para fins nocivos, como desenvolver armas biológicas ou cibernéticas.

A pesquisa biológica exige, na avaliação do executivo, supervisão humana rigorosa e transparência. Ele afirmou que a IA já criou novos vírus e mencionou riscos de sistemas que saem dos parâmetros previstos. Clark disse que o período para estabelecer proteções está se estreitando e pode se limitar a poucos anos.

O cofundador descreveu também possíveis ganhos em matemática, engenharia e biologia, incluindo a descoberta de medicamentos. Nesse cenário, pesquisadores poderiam trabalhar com centenas ou milhares de assistentes de IA. Países também poderiam participar da expansão do setor ao contribuir para a capacidade computacional dos centros de dados, necessária para operar os sistemas.

A tecnologia, porém, já afeta o mercado de trabalho de forma desigual. Clark reconheceu perdas de postos em atividades com alta exposição à IA, como centrais telefônicas e atendimento ao cliente. Na pesquisa científica, por outro lado, disse que a ferramenta tem ampliado o emprego; ainda é incerto quantas vagas poderão surgir em setores novos.

A IA foi um dos temas centrais das reuniões do FMI e do Banco Mundial, em meio a expectativas de que aumente a produtividade e preocupações sobre empregos e estabilidade econômica. Clark ocupa o cargo de diretor de benefício público da Anthropic. A empresa se prepara para uma oferta pública inicial de ações prevista para novembro, que poderia avaliá-la em até US$ 2 trilhões.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também