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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Henrique Vorcaro pede prisão domiciliar ao STF após laudo médico

Relatório aponta crises recorrentes de diverticulite e risco de perfuração intestinal; empresário está preso desde maio no âmbito da Operação Compliance Zero.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Cela prisional com uma pasta médica e medicamentos sobre uma pequena mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Cela prisional com uma pasta médica e medicamentos sobre uma pequena mesa.
Resumo em 30 segundos

A defesa de Henrique Vorcaro pediu ao STF que ele seja transferido para prisão domiciliar e apresentou relatório médico sobre crises recorrentes de diverticulite e risco de perfuração intestinal. Os advogados também alegam que o empresário precisa de acompanhamento e medicamentos contínuos e contestam os fundamentos da prisão preventiva.

A defesa do empresário Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, pediu nesta segunda-feira, 2, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele seja transferido para prisão domiciliar. Para sustentar o pedido, os advogados apresentaram um relatório médico que aponta crises recorrentes de diverticulite e risco de complicação intestinal. Henrique está preso desde 14 de maio, por ordem do ministro André Mendonça, no âmbito da Operação Compliance Zero.

O documento foi elaborado pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, que acompanhou o empresário entre 2005 e 2023. Segundo o médico, Henrique teve internações por diverticulite aguda e episódios repetidos da doença, que em alguns períodos ocorreram mais de duas vezes por ano. O quadro levou à indicação de uma colectomia laparoscópica, cirurgia para retirar parte do intestino grosso, mas o procedimento não foi feito.

O relatório alerta para a possibilidade de perfuração intestinal, complicação grave que pode causar dor intensa e exigir atendimento rápido e, na maioria dos casos, cirurgia. A defesa afirma que Henrique também tem hipertensão e problemas cardiovasculares e neurológicos, além de precisar tomar medicamentos continuamente.

Segundo os advogados, o empresário foi internado após um episódio de amnésia em março e recebeu atendimento de urgência em abril. Ele teria tido outra crise de diverticulite em agosto e, em setembro, relatado dores frequentes, alterações na pressão arterial e dificuldades para receber remédios. A defesa argumenta que o sistema prisional não oferece condições adequadas para o tratamento.

No pedido dirigido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, os advogados dizem que solicitam desde maio a revisão da prisão, sem que os requerimentos tenham sido analisados. Eles pedem a revogação da prisão preventiva ou sua substituição pela domiciliar e também solicitam o julgamento de um recurso apresentado em julho. Henrique tem quase 65 anos, segundo a defesa.

Os advogados contestam ainda os motivos da prisão. Afirmam que as suspeitas se baseiam em uma leitura equivocada de mensagens sobre negócios imobiliários e negam que Henrique tenha ameaçado ou coagido testemunhas. Em petição, sustentam que documentos apresentados à investigação contradizem as acusações.

A prisão foi determinada no contexto da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master e às atividades de Daniel Vorcaro, então proprietário da instituição. Em setembro, Henrique já havia pedido a revogação da prisão preventiva, alegando inocência e problemas de saúde. O novo requerimento acrescenta o relatório médico, datado de 28 de outubro.

Fontes: Estadão, Valor Econômico, O Globo

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