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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Guilherme Derrite é eleito senador com 13,2 milhões de votos

O ex-secretário de Segurança de São Paulo registra o maior total absoluto de votos já obtido por um candidato ao Senado no Brasil; ao menos nove eleitos vieram de forças de segurança.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Guilherme Derrite em retrato formal durante evento institucional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Guilherme Derrite em retrato formal durante evento institucional.
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Guilherme Derrite foi eleito senador por São Paulo com 13,2 milhões de votos, o maior total absoluto registrado por um candidato ao Senado no país. Ao menos nove senadores eleitos têm origem em forças de segurança. Na Câmara, 42 parlamentares eleitos para 2027 a 2030 vieram dessas áreas, ante 44 em 2022.

Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, foi eleito senador no domingo (4) com 13,2 milhões de votos, o maior total absoluto já registrado por um candidato ao Senado no Brasil. Ao menos nove senadores eleitos para a legislatura que começa em fevereiro vieram de forças de segurança, como policiais, militares e bombeiros.

Depois de Derrite, os mais votados entre os eleitos ligados à área foram Ubiratan Sanderson (PL-RS), policial federal, e Styvenson Valentim (Podemos-RN), policial militar. A renovação de dois terços do Senado nesta eleição ajuda a explicar o crescimento: no pleito anterior, apenas um terço das cadeiras estava em disputa. Segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz, dois eleitos na eleição anterior tinham origem em forças de segurança.

Na Câmara dos Deputados, ao menos 42 parlamentares eleitos para o mandato de 2027 a 2030 vieram de forças de segurança. O total é ligeiramente menor que o de 2022, quando 44 candidatos da área foram eleitos. Entre os 42, pelo menos 29 já ocupavam cadeiras no Congresso e foram reeleitos.

A lista inclui Capitão Augusto (PL-SP), Sargento Fahur (PL-PR) e General Girão (PL-RN), que seguirão na Câmara. Subtenente Gonzaga (PL-MG) e Delegado Francischini (PL-PR) voltam à Casa depois de derrotas em eleições anteriores. Entre os estreantes estão o vereador paulistano Sargento Nantes (PL-SP) e o vereador de Manaus Sargento Salazar (PL-AM).

Também foram eleitos o ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso Coronel Roveri (PL-MT) e Felipe Curi, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os números consideram policiais militares e civis, integrantes das Forças Armadas, bombeiros militares e militares reformados.

O total de candidaturas ligadas à segurança, porém, caiu. Foram 919 registros para deputado federal, deputado estadual ou distrital e senador em 2026, ante 1.425 em 2022. A contagem depende da ocupação informada à Justiça Eleitoral: alguns parlamentares que buscam a reeleição declaram a profissão como deputado, deputada ou “outros”, o que pode deixar nomes da área fora do levantamento.

A presença desses parlamentares pode ampliar a influência de posições conservadoras nas discussões do Congresso. No Senado, a composição também terá peso na análise de indicações presidenciais a ministros do Supremo Tribunal Federal e de outros tribunais superiores, atribuição que cabe aos senadores.

Fontes: Folha de S.Paulo

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