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Domingo, 4 de outubro de 2026

Guilherme Derrite e André do Prado são eleitos senadores por SP

Com 92,9% das urnas apuradas, os candidatos apoiados por Tarcísio de Freitas conquistaram as duas vagas de São Paulo no Senado em 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Edifício do Senado Federal em Brasília ao entardecer, com eleitores deixando um local de votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Edifício do Senado Federal em Brasília ao entardecer, com eleitores deixando um local de votação.
Resumo em 30 segundos

Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos para as duas vagas de São Paulo no Senado, com 30,4% e 29,3% dos votos, respectivamente, na apuração com 92,9% das urnas. Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) terminaram em terceiro e quarto lugares. Os novos senadores assumem em 2027.

Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos neste domingo (4) para representar São Paulo no Senado. Com 92,9% das urnas apuradas, Derrite tinha 30,4% dos votos e Prado, 29,3%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As duas vagas em disputa ficaram com candidatos apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que integraram a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Fernando Haddad (PT), terminaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente. Tebet recebeu 18,09% dos votos, e Marina, 19,19%, conforme a apuração informada pelo TSE. Os percentuais colocaram as duas atrás dos eleitos.

A disputa mobilizou candidaturas de diferentes campos políticos e chegou à eleição sem um favorito isolado. O último levantamento Datafolha citado antes da votação apontava empate técnico entre Derrite, Prado, Marina e Tebet. Ricardo Salles (Novo), que também concorria pelo eleitorado da direita, anunciou a desistência na segunda-feira (28) e declarou apoio a Derrite e Prado.

Derrite, 41, é deputado federal e foi secretário de Segurança Pública de São Paulo entre 2023 e 2025. Capitão da Polícia Militar na reserva, ele fez da segurança pública um dos principais temas da campanha e defendeu uma política de combate ao crime organizado. Natural de Sorocaba, assumirá uma cadeira no Senado pela primeira vez.

O primeiro suplente de Derrite é o advogado Vicente Santini, que ocupou cargos no governo de Jair Bolsonaro e atuou na administração estadual em Brasília. O segundo é o empresário Julio Serson, ex-secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo. Suplentes são os nomes que podem assumir a vaga do senador em caso de afastamento ou impedimento.

Prado, 57, preside a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e também estreia no Senado. Natural de Guararema, construiu sua carreira política no município, onde foi vereador, vice-prefeito e prefeito. Depois, cumpriu quatro mandatos como deputado estadual e chegou à presidência da Alesp em 2023.

O primeiro suplente de Prado é Fernando Godoy, ex-prefeito de Holambra e réu em ação na Justiça Federal relacionada à operação Prato Feito, que investiga suspeitas de fraudes em licitações. A segunda suplente é Rute Costa, vereadora da capital paulista e liderança religiosa da Assembleia de Deus Ministério do Belém.

A eleição dos dois nomes apoiados por Tarcísio ocorreu em um ano em que São Paulo escolheu dois dos três representantes do estado no Senado. Cada unidade da Federação tem três senadores, com mandatos de oito anos; em cada eleição, a renovação alterna entre uma cadeira e duas. A partir de 2027, Derrite e Prado ocuparão as vagas de Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (Pode). Marcos Pontes (PL), eleito em 2022, continuará no cargo.

O Senado tem atribuições que incluem analisar projetos aprovados pela Câmara e julgar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre outras responsabilidades. A composição da Casa pode influenciar a tramitação de propostas e a relação do governo federal com o Congresso.

Para entender

Suplente
Cada candidatura ao Senado registra dois suplentes. Eles podem assumir temporariamente ou ocupar a vaga se o titular deixar o cargo ou ficar impedido, conforme as regras aplicáveis. A ordem de substituição é definida previamente na chapa eleitoral.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo, Estadão

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