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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Governo timorense suspende aulas após fumaça de queimadas

A suspensão ocorreu de 15 a 17 de outubro em todo o país; Isaura Barros relatou o impacto da fumaça das queimadas na Indonésia durante encontro nas Filipinas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pátio escolar vazio sob céu enevoado pela fumaça de queimadas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pátio escolar vazio sob céu enevoado pela fumaça de queimadas.
Resumo em 30 segundos

O governo de Timor-Leste suspendeu as aulas em todas as escolas do país entre 15 e 17 de outubro, devido à má qualidade do ar causada por fumaça de queimadas na Indonésia. Isaura Barros relatou o episódio em um encontro de lideranças ambientais católicas realizado nas Filipinas no fim do mês.

O governo de Timor-Leste suspendeu as aulas em todas as escolas do país entre 15 e 17 de outubro por causa da má qualidade do ar provocada pela fumaça de queimadas na Indonésia. O episódio foi relatado por Isaura Barros, de 24 anos, durante um encontro de lideranças ambientais católicas realizado nas Filipinas no fim de outubro.

Barros integra o conselho executivo do Movimento Laudato Si’ em Timor-Leste. “A névoa de fumaça da Indonésia forçou o fechamento das escolas no Timor-Leste por três dias”, disse ela no retiro dos capítulos da Ásia-Pacífico da organização, realizado de 24 a 27 de outubro em Tagaytay, cidade ao sul de Manila.

A suspensão ocorreu em todo o território timorense. A fumaça de queimadas pode conter partículas e gases que prejudicam a saúde, sobretudo quando a concentração de poluentes no ar aumenta. O fechamento das escolas foi uma medida adotada pelo governo diante das condições do ar naquele período.

O encontro reuniu 17 delegados de Mianmar, Coreia do Sul, Timor-Leste, Indonésia e Filipinas. O Movimento Laudato Si’ é uma rede católica criada em 2015, cujo nome homenageia a encíclica do papa Francisco dedicada ao cuidado com a criação. A organização afirma reunir mais de 8 mil voluntários treinados, chamados de animadores, e quase 900 entidades membros.

Durante o retiro, os participantes discutiram um roteiro estratégico global para 2027 a 2030, que deve orientar a organização rumo à chamada “Visão 2035”. Cheryl Dugan, diretora da Ásia-Pacífico, e Christina Leaño, diretora associada da região, apresentaram o plano, elaborado após 18 meses de escuta de comunidades de base.

A proposta coloca a conversão ecológica no centro e se organiza em quatro pilares. Três deles são a eco-espiritualidade, ligada à catequese, à liturgia e à formação da fé; o desenvolvimento de comunidades sustentáveis e resilientes; e a defesa de políticas públicas consideradas justas, incluindo o fim de investimentos em combustíveis fósseis. O quarto pilar prevê fortalecer a estrutura da própria organização.

O bispo auxiliar emérito de Bombaim, na Índia, Allwyn D’Silva, participou por vídeo. Ele também preside o Escritório de Desenvolvimento Humano da Federação das Conferências dos Bispos Asiáticos. D’Silva mencionou ondas de calor, enchentes repentinas e ondas de frio imprevisíveis na Ásia e destacou a atuação dos voluntários na conscientização ambiental.

A diretora executiva do movimento, Lorna Gold, falou por vídeo da Irlanda e afirmou que a conversão ecológica deve envolver comunidades inteiras, e não apenas indivíduos. Já Yeb Saño, presidente do conselho da organização e ativista climático filipino, defendeu que a liderança seja descentralizada para refletir uma Igreja que “caminha junto”.

O capítulo de Timor-Leste começou como um grupo de jovens de 16 a 18 anos criado por Dircia Sarmento. Atualmente, tem status legal, trabalha com agências das Nações Unidas e com o governo, participa da organização da Conferência Local da Juventude do país e atua em distritos remotos.

Os representantes definiram como prioridades regionais ampliar o papel dos jovens e fortalecer os capítulos nacionais e o secretariado da Ásia-Pacífico. O encontro terminou com uma visita à Fazenda SVD Laudato Si’, em Tagaytay, área de 5,8 hectares administrada pela Sociedade do Verbo Divino e usada para educação ecológica, peregrinação e ecoturismo.

Fontes: Gazeta do Povo

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