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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Corredores de Singapura levam treinos a shoppings por fumaça

Fumaça de incêndios na Indonésia piorou a qualidade do ar, e mais de 80 pessoas correram no Marina Square antes da abertura das lojas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Corredores treinam em um corredor de shopping em Singapura. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Corredores treinam em um corredor de shopping em Singapura.
Resumo em 30 segundos

A fumaça de incêndios florestais e em áreas de turfa na Indonésia chegou a Singapura e levou ao cancelamento de atividades ao ar livre. Para manter os treinos, corredores passaram a usar shoppings, como o Marina Square. Os clubes avaliam repetir a iniciativa se a poluição persistir.

A fumaça de incêndios florestais na Indonésia levou corredores de Singapura a transferir treinos para dentro de shoppings nas últimas semanas, depois que a qualidade do ar na cidade-Estado caiu ao pior nível em mais de uma década. No sábado, mais de 80 pessoas correram no Marina Square, usando os corredores do centro comercial como pista antes da abertura das lojas.

Os incêndios em florestas e áreas de turfa nas ilhas indonésias de Bornéu e Sumatra lançaram fumaça que chegou a Singapura com o vento. A piora do ar levou ao cancelamento de atividades ao ar livre e obrigou grupos de corrida a buscar alternativas para manter os treinos.

A IQAir, empresa suíça de monitoramento da qualidade do ar, ainda incluía Singapura entre as 20 grandes cidades mais poluídas do mundo na quarta-feira. O índice havia melhorado nesta semana, mas os clubes de corrida consideram manter as sessões em ambientes fechados caso a situação volte a piorar.

No Marina Square, os participantes completaram voltas diante das vitrines, em um percurso que percorre dois andares. Eugene Beh, fundador do Singapore Runners Club, orientou os corredores a não correrem em alta velocidade, ultrapassarem ou gritarem. Também pediu que não cuspam nem limpem o suor no chão.

Angeline Zeng, de 57 anos, completou dez voltas, cerca de dez quilômetros. Ela se prepara para uma meia maratona em Taipei, marcada para menos de uma semana depois, e para uma maratona completa em dezembro. Como as esteiras da academia perto de casa costumam estar ocupadas, Zeng disse que ficou animada ao saber da iniciativa.

A corredora afirmou que o ar-condicionado torna a experiência agradável, mas que dar voltas no shopping pode ficar entediante. Para distâncias curtas, avaliou, o percurso pode funcionar melhor do que para treinos longos. Doris Tan, de 42 anos, também gostou da experiência, embora ainda prefira correr ao ar livre.

Paul Wong, aposentado de 54 anos e integrante do clube X-Run, completou 21 voltas, equivalentes a cerca de 21 quilômetros. Com pouco mais de um mês até a Maratona Internacional de Singapura, ele teria de correr até 80 quilômetros por semana. Nas duas semanas anteriores, acumulou quase 100 quilômetros na esteira, incluindo uma sessão de 28 quilômetros que descreveu como mentalmente desgastante.

O treinador-chefe da X-Run, Eddie Chang, disse que o grupo precisou apresentar um plano ao shopping para obter autorização. A proposta levou em conta a largura dos corredores, as curvas fechadas e o horário, antes da abertura das lojas. Chang afirmou que o calor e a umidade já dificultam os treinos externos e que a fumaça agrava o esforço.

Os dois clubes pretendem pedir autorização a outros centros comerciais se a poluição persistir. Beh disse que a prática é nova no cenário esportivo de Singapura e que espera que mais grupos possam treinar em shoppings com a aprovação das administrações dos edifícios.

Fontes: Folha de S.Paulo

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