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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Governo de SP revoga desapropriação para estação Ana Rosa da Linha 16

A área de 6.707 metros quadrados será substituída por uma alternativa técnica; o traçado e a localização das estações ainda estão em estudo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Área da estação Ana Rosa do Metrô, em meio ao movimento urbano da Vila Mariana. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Área da estação Ana Rosa do Metrô, em meio ao movimento urbano da Vila Mariana.
Resumo em 30 segundos

O governo de São Paulo cancelou a desapropriação de um terreno previsto para a estação Ana Rosa da futura Linha 16-Violeta do Metrô. A Secretaria de Parcerias em Investimentos diz que uma alternativa pode melhorar a integração com as linhas Azul e Verde e reduzir riscos a edifícios próximos. O projeto segue em estudo.

O governo de São Paulo revogou a desapropriação de um terreno de 6.707,02 metros quadrados previsto para a estação Ana Rosa da futura Linha 16-Violeta do Metrô, na Vila Mariana, zona sul da capital. A mudança no projeto foi publicada nesta quarta-feira, 4, no Diário Oficial do Estado e prevê uma nova localização para a estação, que fará conexão com as linhas 1-Azul e 2-Verde.

A área cuja desapropriação foi cancelada fica no encontro da Avenida Conselheiro Rodrigues Alves com o Largo Dona Ana Rosa. A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) justificou a alteração pela identificação de uma alternativa considerada mais vantajosa nos estudos técnicos. Segundo a resolução, a nova proposta busca melhorar o desenho da estação, facilitar a integração com as duas linhas existentes e reduzir riscos a edifícios próximos.

A SPI informou que os estudos para definir o trajeto da Linha 16-Violeta continuam em andamento. A pasta disse que as soluções para o traçado e para a localização das estações serão consolidadas conforme o avanço da análise, com base em critérios técnicos e de mobilidade urbana. O projeto, portanto, ainda pode passar por ajustes antes da licitação da obra.

A estação Ana Rosa também mudou de papel no planejamento anterior: a conexão da nova linha com as linhas Azul e Verde estava inicialmente prevista para a estação Paraíso, mas foi transferida para Ana Rosa. Outras estações do ramal também tiveram seus locais alterados, incluindo Teodoro Sampaio, na zona oeste, e Jardim Paulista.

Conhecida como Linha dos Parques, a Linha 16-Violeta deverá ter, na primeira etapa, 16 estações ao longo de 19 quilômetros, entre Teodoro Sampaio, em Pinheiros, e Abel Ferreira, na zona leste. O trajeto prevê oito integrações com outras linhas e passagens próximas aos parques Ibirapuera, Aclimação, Independência e Ceret. A ligação com o Ibirapuera é uma demanda antiga de moradores da capital.

Uma segunda etapa poderá acrescentar nove estações e 15 quilômetros, estendendo o ramal de Abel Ferreira até Cidade Tiradentes. Se o projeto completo for executado, a linha terá 25 estações e 34 quilômetros de extensão. A implantação está prevista por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo em que o poder público contrata uma empresa privada para executar e operar serviços conforme as condições estabelecidas em contrato.

Para a primeira etapa, estão previstos R$ 37,5 bilhões em investimentos, e o contrato da PPP deverá durar 31 anos. O edital para escolher a empresa responsável pela construção tem publicação prevista para o primeiro semestre de 2027. Ainda não há datas definidas para o leilão nem para a assinatura do contrato.

Fontes: Estadão

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