Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Gadi Eisenkot acusa Netanyahu de usar Irã para ganhar eleição

O rival diz que o premiê mistura segurança e campanha; Netanyahu nega plano de atacar o Irã antes da votação e destaca o apoio de Donald Trump.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor passa por uma área de campanha política em uma rua de Tel Aviv. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor passa por uma área de campanha política em uma rua de Tel Aviv.
Resumo em 30 segundos

Gadi Eisenkot acusou Benjamin Netanyahu de explorar a tensão com o Irã para obter vantagem eleitoral e envolver as Forças Armadas na campanha. O primeiro-ministro negou relatos sobre uma operação antes da votação. Pesquisas apontam perda de cadeiras para o Likud, mas a oposição ainda não tem caminho definido para formar governo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi acusado nesta segunda-feira por adversários de usar a tensão com o Irã para ganhar apoio às vésperas das eleições parlamentares. O principal rival, Gadi Eisenkot, afirmou que o premiê não deve colocar interesses políticos acima da segurança do país, enquanto Netanyahu negou relatos sobre uma possível operação militar antes da votação.

A controvérsia começou após o Canal 12 noticiar que o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, pediu esclarecimentos ao governo sobre uma ação contra o Irã que poderia provocar um confronto direto. Segundo a emissora, Zamir também solicitou garantias jurídicas e autorização formal dos líderes políticos antes de qualquer operação.

Netanyahu rejeitou a informação. O ministro da Defesa, Israel Katz, classificou como falsas as suspeitas de divergência entre o governo e as Forças Armadas e disse que não há intenção de atacar o Irã antes das eleições. Fontes militares citadas pela emissora, porém, demonstraram preocupação com o possível uso da questão iraniana para impulsionar a campanha do primeiro-ministro.

Nas redes sociais, Netanyahu publicou uma imagem de uma nuvem em forma de cogumelo sobre Tel Aviv e descreveu o Irã como uma ameaça existencial. Também mencionou o risco de um “segundo Holocausto” caso seja derrotado e afirmou que Teerã poderia interferir na eleição, citando informações de inteligência. Em outra publicação, compartilhou um vídeo criado por inteligência artificial no qual o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aparece dizendo que votaria contra Netanyahu.

Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior e principal adversário do premiê, acusou-o de recorrer ao medo e de envolver as Forças Armadas na disputa. O candidato também elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de amigo de Israel, e disse confiar que ele cooperará com qualquer liderança escolhida pelos eleitores.

Netanyahu, por sua vez, destacou o apoio de Trump e afirmou que o presidente americano está disposto a tomar medidas para eliminar a ameaça iraniana. Trump pediu publicamente aos israelenses que votem no premiê. A porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, declarou que os Estados Unidos não atacarão o Irã antes das eleições legislativas americanas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

A disputa ocorre em meio a acusações de que Netanyahu pressionou Trump por novos bombardeios antes da eleição israelense. O primeiro-ministro afirma que derrubar o governo iraniano é a única forma de eliminar a ameaça. O Irã, por meio de um porta-voz, declarou que o resultado da votação não mudará a relação entre os países.

O líder da oposição, Yair Lapid, pediu que Netanyahu deixe o cargo, enquanto o ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman defendeu uma investigação por traição. A eleição é a primeira desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. As pesquisas indicam perda de cadeiras para o Likud, partido de Netanyahu, mas seus adversários ainda não têm um caminho definido para formar governo.

Para entender

Likud
Partido político israelense de direita liderado por Benjamin Netanyahu. Sua representação no Parlamento é um fator importante para a formação de coalizões, já que o sistema parlamentar do país exige apoio de partidos para sustentar um governo.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também