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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Forças russas matam ao menos 33 em abrigo na Ucrânia

O ataque atingiu uma escola usada para distribuir ajuda em Komyshuvakha; autoridades locais registraram 27 desaparecidos, e Zelensky estima que cerca de 50 pessoas estejam soterradas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Escombros diante de uma escola danificada por um ataque na Ucrânia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Escombros diante de uma escola danificada por um ataque na Ucrânia.
Resumo em 30 segundos

Um ataque russo atingiu uma escola usada como abrigo e ponto de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região ucraniana de Zaporíjia. Zelensky afirmou que ao menos 33 pessoas morreram e que cerca de 50 podem estar soterradas. Autoridades locais informaram que 27 pessoas estavam desaparecidas.

Pelo menos 33 pessoas morreram após forças russas atacarem, na segunda-feira, uma escola usada como abrigo e ponto de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira que cerca de 50 pessoas podem continuar soterradas nos escombros.

O local recebia moradores às segundas-feiras para a entrega de assistência. A escola não estava em funcionamento como estabelecimento de ensino porque o vilarejo fica próximo à linha de frente da guerra, que já dura quatro anos e meio.

Zelensky disse que o ataque ocorreu em duas etapas: a primeira bomba caiu quando as pessoas chegavam, e uma segunda ofensiva atingiu o abrigo. Ele afirmou que as forças russas sabiam que os moradores se reuniam ali semanalmente para buscar ajuda. “Os russos atacaram primeiro justamente quando as pessoas estavam chegando — algumas bombas aéreas”, declarou. “Depois houve um segundo ataque — mais bombas aéreas, desta vez contra o abrigo.”

Dois integrantes de uma equipe de resgate e quatro policiais estão entre os mortos, segundo os serviços de emergência. Dois socorristas foram hospitalizados. A secretária do Conselho Municipal de Zaporíjia, Regina Kharchenko, informou que 27 pessoas estavam desaparecidas, enquanto a polícia regional disse que equipes tentavam alcançar moradores possivelmente presos sob os escombros.

A contagem de vítimas diverge entre os relatos: Zelensky mencionou 33 mortos, enquanto outras informações sobre o ataque apontaram 31. A administração militar regional também classificou a ocorrência como uma das tragédias com mais vítimas civis na região desde o início da guerra em larga escala.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atacaram unidades militares ucranianas nas proximidades de Komyshuvakha e de outros dois assentamentos da região. Segundo o ministério, até 25 militares ucranianos morreram, e 15 veículos e uma estação de guerra eletrônica foram destruídos. Moscou e Kiev negam atacar deliberadamente civis.

O ataque ocorreu um dia depois do fim de um cessar-fogo local de seis dias, que havia permitido a entrada de ajuda humanitária em Oleshky, na região de Kherson, e a retirada de moradores que quisessem deixar a cidade. A trégua foi mediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Zelensky disse que a Rússia poderia ter mantido iniciativas humanitárias após a operação em Oleshky, mas afirmou que os ataques continuaram.

O presidente ucraniano também declarou que a ofensiva russa durante a noite de segunda para terça-feira atingiu instalações de energia em várias regiões do país. Ele afirmou que um hospital municipal em Kharkiv foi atingido diretamente, deixando 73 feridos e danificando o setor de cardiologia. Zelensky disse ainda que a Rússia lançou 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro.

Em agosto, observadores da Organização das Nações Unidas afirmaram que as mortes e os ferimentos de civis haviam aumentado em relação ao ano anterior. Segundo eles, julho registrou o maior número de vítimas civis na Ucrânia em um mês desde março de 2022.

Uma autoridade americana de alto escalão afirmou que delegações da Ucrânia e da Rússia deverão se reunir em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de novembro. As conversas devem tratar de medidas para encerrar a guerra, garantias de segurança para o período posterior ao conflito e redução das tensões.

Fontes: Valor Econômico, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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