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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Rússia relata ciberataque que enviou alertas falsos à população

Horas antes, autoridades ucranianas também relataram uma possível invasão do aplicativo Alerta Aéreo; não há confirmação de ligação entre os episódios.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com uma tela genérica de alerta de emergência diante de uma rua urbana desfocada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com uma tela genérica de alerta de emergência diante de uma rua urbana desfocada.
Resumo em 30 segundos

O Ministério de Situações de Emergência da Rússia afirmou que um ciberataque permitiu enviar alertas falsos pelo aplicativo usado para avisar sobre ameaças. Horas antes, autoridades ucranianas haviam relatado problemas no sistema Alerta Aéreo. Os dois episódios foram apresentados como ataques a sistemas de alerta, mas não há confirmação de que estejam ligados.

A Rússia afirmou nesta segunda-feira (2) que seu Ministério de Situações de Emergência sofreu um ciberataque em larga escala, que permitiu o envio de alertas falsos à população pelo aplicativo usado para comunicar ameaças, incluindo ataques de drones ucranianos. O ministério informou que trabalhava para corrigir uma vulnerabilidade e normalizar o serviço.

O anúncio ocorreu horas depois de autoridades ucranianas relatarem uma possível invasão do aplicativo “Alerta Aéreo”, que avisa sobre ataques russos. A Força Aérea da Ucrânia e o Centro de Combate à Desinformação disseram que as informações sobre os níveis de ameaça exibidas no sistema não correspondiam à realidade. O Centro para Comunicações Estratégicas ucraniano atribuiu o ataque à Rússia.

Os dois episódios foram apresentados por autoridades dos países como ataques aos respectivos sistemas de alerta. As informações divulgadas não detalharam quem realizou a invasão ao aplicativo russo nem se os ataques têm ligação entre si. Aplicativos de alerta desse tipo distribuem avisos urgentes à população; mensagens falsas podem confundir os usuários e comprometer a resposta a uma ameaça real.

Os incidentes ocorreram após o fim de uma trégua localizada em Oleshki, na região de Kherson, que vigorou de 27 de outubro a 1º de novembro. A pausa permitiu uma missão humanitária e evacuações voluntárias para a Ucrânia ou a Rússia. O Comissário para Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, confirmou que o cessar-fogo havia terminado.

A trégua foi mediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e se limitou à cidade, ocupada por forças russas desde 2022. Um oficial militar ucraniano afirmou que tropas russas do outro lado do rio Dnieper usaram o período para reforçar efetivos, mover reservas de munição e obter informações sobre posições ucranianas com drones. A alegação foi feita sob condição de anonimato.

Fora de Oleshki, os combates continuaram. A Rússia informou no domingo que um drone atingiu uma instalação industrial a leste de Moscou. Veículos de imprensa ucranianos relataram que o alvo foi a refinaria de Kstovo, uma das maiores do país, mas essa identificação não foi confirmada no anúncio russo.

A Ucrânia tem atacado instalações russas de petróleo e gás e afirma que as ações respondem aos bombardeios contra sua infraestrutura energética. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona Kiev a interromper esses ataques, que, segundo ele, contribuem para a alta do diesel. Analistas citados na cobertura do conflito atribuem o aumento à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

No domingo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que Kiev deixaria de atacar refinarias russas se Washington fornecesse mísseis interceptadores Patriot. Ele também afirmou que, se os Estados Unidos querem que a Ucrânia pare de atingir as refinarias, não devem atacar o sistema elétrico ucraniano. As negociações de paz entre Kiev e Moscou, paralisadas desde fevereiro, devem ser retomadas neste mês com mediação americana.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo

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