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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Florada das macieiras abre ciclo da safra 2026/2027 no Sul

Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram mais de 90% da produção nacional, e a colheita da nova temporada deve começar no início de 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Macieiras cobertas de flores brancas e rosadas em um pomar no Sul do Brasil. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Macieiras cobertas de flores brancas e rosadas em um pomar no Sul do Brasil.
Resumo em 30 segundos

A florada das macieiras marca o início de uma etapa importante da safra 2026/2027 no Sul. O inverno frio favoreceu a formação das flores, mas a produção ainda depende da polinização e das condições climáticas ao longo do ciclo. A expectativa é de uma safra equilibrada, após o recorde brasileiro de 1,6 milhão de toneladas em 2025/2026.

A florada das macieiras colore pomares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul no início da primavera e marca uma etapa importante da safra 2026/2027. Os dois estados concentram, juntos, mais de 90% da produção brasileira de maçã, e a colheita da próxima temporada está prevista para começar no início de 2027.

As flores brancas e rosadas surgiram após um inverno com temperaturas baixas mais constantes, condição que favorece o ciclo da macieira. Antes de voltar a crescer, a planta passa por um período de dormência e precisa acumular horas de frio. Segundo Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as condições deste inverno favoreceram a indução floral, processo que estimula a formação de flores.

A floração também abre o período de polinização. Abelhas e outros agentes transportam pólen entre as flores, contribuindo para a fecundação e para que os frutos se fixem e se desenvolvam. A quantidade e a qualidade da produção dependem ainda das etapas seguintes e das condições climáticas ao longo do ciclo.

Albuquerque afirmou que a florada dá uma perspectiva positiva para a nova safra, mas disse que ainda há fases importantes antes da colheita. A expectativa é de uma produção equilibrada em volume e de boa qualidade.

Na safra 2025/2026, o Brasil colheu cerca de 1,6 milhão de toneladas de maçã, o maior volume já registrado no país. O resultado quase dobrou a produção das duas temporadas anteriores, que ficou em torno de 850 mil toneladas, e superou o recorde de 1,3 milhão de toneladas alcançado em 2017.

No nordeste do Rio Grande do Sul, a empresa Frutini registrou uma florada longa e abundante em 700 hectares de pomares distribuídos por Vacaria, Bom Jesus, Campestre da Serra e Muitos Capões. A gerente de produção, Monique Aliprandini, atribuiu o resultado aos dias frios do inverno. Com os primeiros frutos em formação, ela estima que, se o clima colaborar, a empresa poderá repetir as 24 mil toneladas colhidas na última temporada. Chuvas recentes causaram alguma queda de frutos, mas, segundo ela, sem grande prejuízo.

Em Vacaria, o produtor Aurélio Dalaio também avaliou a florada como boa, embora tenha observado diferenças entre variedades. A Gala, que representa 70% de sua produção, teve bom florescimento; a Fuji, responsável pelos outros 30%, apresentou irregularidade. Segundo ele, o atraso de parte da colheita anterior e o excesso de chuva afetaram o ciclo e a sanidade das árvores.

Os pomares de Dalaio produziram 8 mil toneladas na última safra, com média de 35 toneladas por hectare. A produtividade foi menor porque a conta inclui árvores de dois anos, ainda sem capacidade plena; nas áreas mais antigas, chegou a 70 toneladas por hectare. Para a próxima temporada, ele espera volume semelhante, mas teme que uma safra abundante reduza os preços enquanto os custos de produção aumentam.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo

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