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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro teria participado de festa em lancha em Brasília

Relato publicado na quarta-feira afirma que o senador esteve no evento em 2020, ligado a empresários da Precisa e à tentativa de viabilizar a compra da Covaxin.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lancha ancorada no lago Paranoá, em Brasília, com a cidade ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lancha ancorada no lago Paranoá, em Brasília, com a cidade ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O senador Flávio Bolsonaro teria participado, em julho de 2020, de um churrasco em uma lancha no lago Paranoá, organizado por empresários ligados à Precisa Medicamentos. O encontro teria ocorrido durante a pandemia e em meio a tentativas de viabilizar um contrato para fornecer a vacina Covaxin ao Ministério da Saúde. A compra acabou suspensa.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), então aliado do governo do pai, teria participado de uma festa em uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, em julho de 2020, durante a pandemia de covid-19. A informação foi publicada nesta quarta-feira (21) pela revista piauí; o evento teria sido organizado por empresários ligados à Precisa Medicamentos.

Segundo a publicação, Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano promoveram um churrasco a bordo para tentar se aproximar do governo Jair Bolsonaro e viabilizar um contrato de fornecimento da vacina indiana Covaxin. A fabricante, Bharat Biotech, afirmou que os empresários diziam representá-la. A compra do imunizante pelo Ministério da Saúde acabou suspensa.

A festa teria ocorrido das 10h30 às 15h e contado com três prostitutas levadas de São Paulo. Flávio teria chegado acompanhado de Alexandre Santini, então seu amigo e sócio em uma loja de chocolates. A revista também relata que o senador desceu à cabine com uma das mulheres e que Trento teria lhe dado um relógio Rolex ao fim do encontro.

O churrasco teria incluído uma compra de R$ 1.949 em um restaurante. Naquele mês, o Brasil atravessava um pico de mortes por covid-19, e governos estaduais e municipais mantinham medidas para limitar a circulação e conter a transmissão do vírus. As primeiras vacinas contra a doença só chegariam ao país no ano seguinte.

Flávio ainda não havia se manifestado sobre as informações. Em ocasião anterior, quando a relação com Maximiano veio a público, o senador afirmou que não mantinha vínculos comerciais ou financeiros com o empresário. Trento e Maximiano também não se manifestaram sobre o relato.

Os dois empresários e o agente de viagens Raphael Barão foram investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro, acusação que eles negam. Durante os trabalhos da comissão, Flávio defendeu a Precisa e elogiou Emanuela Medrades, diretora da empresa.

O caso Covaxin ganhou repercussão após Luis Ricardo Miranda, então chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, relatar ao Ministério Público pressão incomum para assinar o contrato. Três meses após a festa, conforme a publicação, Flávio ajudou a viabilizar uma reunião entre Maximiano e Gustavo Montezano, então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para tratar de financiamento a um projeto de telecomunicações do empresário.

Para entender

Covaxin
Vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech. Em 2021, o Ministério da Saúde negociou a compra de doses por meio da Precisa Medicamentos, mas a aquisição foi suspensa após questionamentos sobre o contrato.

Fontes: Valor Econômico

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