Quaest e Datafolha divulgam pesquisas após debate entre Lula e Flávio
A Quaest publica os números nesta quarta-feira, e o Datafolha, na quinta; os levantamentos medem a disputa presidencial antes do segundo turno de domingo.
Resumo em 30 segundos
Quaest e Datafolha divulgam nesta semana pesquisas nacionais sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, após o debate da Band. Os levantamentos incluem intenção de voto e outros temas eleitorais. Nas rodadas anteriores, Flávio aparecia numericamente à frente, mas em empate técnico com Lula dentro da margem de erro.
Duas pesquisas nacionais de intenção de voto para o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) serão divulgadas nesta semana, após o debate entre os candidatos realizado pela Band no domingo (18). A Quaest publica seu levantamento nesta quarta-feira (21), e o Datafolha divulga o seu na quinta-feira (22), três dias antes da votação, marcada para 25 de outubro.
A pesquisa Quaest ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre sábado (17) e terça-feira (20). O estudo tem margem de erro máxima de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08535/2026.
Além da intenção de voto, o questionário inclui perguntas sobre quem os entrevistados acreditam que vencerá a eleição, as características que consideram importantes para o próximo presidente e os principais desafios do futuro governo. O instituto também pergunta sobre medidas anunciadas recentemente por Lula, a avaliação da economia e as maiores preocupações dos eleitores.
A rodada ainda aborda o que causa mais receio: a volta da família Bolsonaro ao poder ou um novo mandato de Lula. As respostas podem ajudar a descrever não apenas a preferência eleitoral, mas também as expectativas e inquietações dos entrevistados na reta final da disputa.
O Datafolha planejou realizar as 2.520 entrevistas entre terça e quinta-feira, com toda a coleta posterior ao debate da Band. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09709/2026. O questionário mede a intenção de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, e a estimulada, feita com a apresentação das opções.
O instituto também pergunta se a escolha do eleitor está definida ou pode mudar e avalia a aprovação e a percepção sobre o governo Lula. Entre os temas adicionais estão as prioridades para a próxima gestão, incluindo combate à violência, geração de empregos e anistia aos condenados por tentativa de golpe. O levantamento ainda aborda a confiança do governo brasileiro nas parcerias comerciais com Estados Unidos e China e se a motivação do voto é apoiar o candidato preferido ou impedir a vitória do adversário.
As duas pesquisas anteriores mostraram vantagem numérica de Flávio, mas empate técnico dentro das margens de erro. Na Quaest divulgada em 14 de outubro, o senador tinha 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula; brancos, nulos e pessoas que disseram não votar somavam 9%, e 1% estava indeciso. Na pergunta espontânea, Flávio registrou 43%, e Lula, 42%.
No Datafolha publicado em 15 de outubro, Flávio aparecia com 47%, ante 45% de Lula. Brancos e nulos correspondiam a 6%, enquanto 2% não sabiam responder. Como a margem de erro também era de dois pontos percentuais, o resultado configurava empate técnico. Em votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, o senador tinha 51%, e o presidente, 49%.
O debate da Band foi o primeiro confronto televisionado do segundo turno. Os candidatos trocaram acusações e provocações, e os mediadores precisaram intervir em momentos de interrupção. Lula questionou Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões relacionado ao banqueiro Daniel Vorcaro e propôs criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar ações de municípios, estados e União.
O presidente também criticou a mudança de posição de Flávio sobre o fim da escala 6x1 e o desafiou a apresentar sigilos bancário e telefônico, inclusive os de familiares. O senador citou investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e responsabilizou o governo petista por irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Flávio defendeu classificar facções criminosas como narcoterroristas e ampliar vagas no sistema penitenciário; disse não ter nada a esconder, mas não confirmou que aceitaria o desafio sobre os sigilos.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 56.104.503 votos, ou 47,03% dos votos válidos, segundo o TSE. Lula obteve 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%, uma diferença de 2.224.965 votos. Os novos levantamentos serão divulgados na semana da decisão, quando os eleitores voltarão às urnas no domingo (25).