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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Vaquinha de Lula arrecada menos em 2026 do que em 2022

A campanha recebeu R$ 1,1 milhão em financiamento coletivo até agora, ante R$ 6,8 milhões em 2022; os valores deste ano ainda são parciais.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa faz uma contribuição pelo celular, com moedas e caderno sobre a mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa faz uma contribuição pelo celular, com moedas e caderno sobre a mesa.
Resumo em 30 segundos

A campanha de Lula recebeu R$ 3,1 milhões em doações de pessoas físicas e financiamento coletivo até agora, cerca de um terço do valor arrecadado nas mesmas modalidades em 2022. A maior queda foi na vaquinha eleitoral, que somou R$ 1,1 milhão. Os números de 2026 são parciais, pois o segundo turno será no domingo, dia 25.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu R$ 3,1 milhões em doações de pessoas físicas e financiamento coletivo até o momento, na disputa presidencial deste ano. O montante equivale a cerca de um terço dos R$ 9,64 milhões arrecadados nas mesmas modalidades durante a campanha de 2022; os valores de 2026 ainda são parciais, pois o segundo turno será realizado no próximo domingo, dia 25.

A maior diferença está na vaquinha eleitoral, modalidade de financiamento coletivo em que pessoas fazem contribuições por plataformas autorizadas. A campanha de Lula obteve R$ 1,1 milhão dessa forma neste ano, ante R$ 6,8 milhões em 2022, recuo de 83,8%. As doações individuais de empresários caíram de R$ 2,8 milhões para R$ 1,9 milhão, redução de cerca de 30%.

Dois empresários que estiveram entre os principais doadores de Lula em 2022 não voltaram a contribuir com a campanha até agora. Altair Vilar Guimarães, fundador do Cartão de Todos, doou R$ 600 mil naquela eleição; José Seripieri Filho, fundador da Qualicorp e da QSaúde, contribuiu com R$ 500 mil. Juntos, responderam por aproximadamente 39% das doações diretas de pessoas físicas recebidas pela candidatura petista naquele ano.

O maior doador individual identificado na campanha de Lula em 2026 é Erasmo Carlos Battistella, fundador da produtora de biodiesel Be8, que repassou R$ 500 mil. Ele também doou o mesmo valor à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.

Empresários podem apoiar partidos, que depois repassam recursos às campanhas. Em 2022, Rubens Ometto, controlador da Cosan, destinou R$ 1 milhão ao PT. Neste ano, ele voltou a ser o maior doador individual das eleições, com R$ 6,6 milhões destinados a candidaturas, mas não contribuiu com o partido; MDB, Republicanos e PL receberam recursos dele.

Flávio arrecadou cerca de R$ 26 milhões em doações privadas, impulsionadas principalmente por contribuições de empresários do agronegócio no segundo turno. A campanha de Lula tem como principal fonte de recursos o Fundo Eleitoral do PT, que destinou R$ 115 milhões à disputa presidencial.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, foi criado em 2017, após a proibição de doações empresariais diretamente a campanhas, e se tornou uma das principais fontes de recursos eleitorais. Pessoas físicas, inclusive empresários, podem doar com recursos próprios. Pela legislação, o limite geral é de 10% dos rendimentos brutos declarados pelo doador no ano anterior à eleição, com exceções para determinadas doações estimáveis em dinheiro.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo

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