Flávio Bolsonaro participa de jantar do CPAC em Mar-a-Lago
O senador estará ao lado de Jim Caviezel, escalado para viver Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, durante evento na Flórida nesta quinta-feira.
Resumo em 30 segundos
Flávio Bolsonaro participa nesta quinta-feira de um jantar do CPAC em Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado do ator Jim Caviezel, que interpretará Jair Bolsonaro no filme Dark Horse. O evento ocorre em meio à tentativa do senador de ampliar contatos com conservadores dos Estados Unidos e a questionamentos no Senado sobre seu voto remoto em uma sessão realizada durante a viagem.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa nesta quinta-feira de um jantar do CPAC, conferência conservadora realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado do ator Jim Caviezel, escalado para interpretar Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”. A cerimônia está prevista para ocorrer no salão Donald J. Trump, entre 18h e 22h no horário local, das 20h à meia-noite em Brasília; a organização não divulgou o horário dos discursos.
O CPAC reúne lideranças conservadoras dos Estados Unidos e de outros países entre os dias 4 e 7 de novembro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, também aparece entre os participantes anunciados. Apesar de o jantar ser realizado na propriedade do presidente americano Donald Trump, não há confirmação de que ele estará presente.
Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, foi escolhido para viver o ex-presidente brasileiro na cinebiografia. A produção entrou no radar de uma investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master depois que foram identificadas mensagens entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a respeito de recursos para o longa. Em uma delas, o senador cobrou pagamentos ligados ao ator e ao diretor Cyrus Nowrasteh.
Flávio confirmou que buscou financiamento para o filme, mas negou irregularidades. A participação no evento ocorre enquanto ele tenta ampliar contatos com integrantes do movimento trumpista, com auxílio de Eduardo, que vive nos Estados Unidos há mais de um ano. Trump declarou recentemente que não planejava receber o senador, mas afirmou que ele poderia permanecer no país pelo tempo que quisesse.
O senador deixou o Brasil no fim de outubro, depois da derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele não reconheceu o resultado e viajou sem entregar os passaportes, apesar de determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Já nos Estados Unidos, divulgou uma carta em que questionou, sem apresentar provas, a legitimidade da votação e disse que pretende liderar a oposição no exterior.
A viagem também gerou questionamentos no Senado. Flávio registrou presença e votou remotamente em uma sessão na terça-feira, 3, quando foi aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O modelo semipresencial permite aos senadores registrar presença e votar pelo celular, mesmo fora do país.
Na quarta-feira, 4, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que analisará uma questão de ordem apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Randolfe pediu esclarecimentos sobre a comunicação oficial da viagem e a anulação do voto de Flávio na PEC. Alcolumbre afirmou que consultará assessores sobre o regimento da Casa antes de definir o encaminhamento.
Para entender
- CPAC
- A Conservative Political Action Conference é uma conferência e organização política conservadora dos Estados Unidos. Seus encontros reúnem políticos, ativistas e outras lideranças conservadoras, inclusive de outros países.