Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro chega a Miami após investigação sobre apostas

A apuração começou no Rio Grande do Sul contra o advogado Willer Tomaz e examina transações de R$ 1,4 bilhão ligadas à plataforma Blaze.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Avião particular parado em uma pista de aeroporto ao anoitecer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Avião particular parado em uma pista de aeroporto ao anoitecer.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em transações de R$ 1,4 bilhão envolvendo Willer Tomaz e a plataforma Blaze. A apuração começou no Rio Grande do Sul e chegou ao Supremo Tribunal Federal após a análise de dados apontar possível ligação com Flávio Bolsonaro. O senador e o advogado negam ter uma conta compartilhada.

A investigação que passou a incluir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência, teve início no Rio Grande do Sul e mirava inicialmente o advogado Willer Tomaz. A apuração da Polícia Federal (PF) examina suspeitas de lavagem de dinheiro ligada a apostas em loterias e transações de R$ 1,4 bilhão envolvendo Tomaz e a plataforma Blaze, operada no Brasil pela Foggo Entertainment.

O trabalho começou em Santana do Livramento, onde funciona uma das duas bases do Laboratório Financeiro da PF (Lafin). A unidade é especializada em crimes financeiros e, por estar na fronteira, também investiga evasão de divisas — a saída ilegal de dinheiro ou ativos do país — e lavagem de dinheiro. As medidas foram autorizadas pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre, especializada nesses crimes.

Tomaz foi o alvo inicial porque a PF investigava movimentações relacionadas à Blaze e suspeitava que apostas pudessem servir para disfarçar ganhos obtidos com supostos desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em outra apuração envolvendo o advogado. A investigação também identificou indícios de que ele teria controle ou propriedade de fato sobre a Rede Loto, empresa autorizada pelo governo do Rio de Janeiro a explorar apostas esportivas. Segundo a PF, os dois sócios formais da empresa tinham vínculos com Tomaz.

A apuração não começou diretamente contra Flávio. Como senador, ele tem foro por prerrogativa de função, o que significa que investigações sobre fatos relacionados ao mandato devem tramitar em instância superior, e não em juízo de primeira instância. Durante a análise de dados obtidos de dispositivos e contas de Tomaz, a PF encontrou e-mails que indicavam que Flávio seria usuário de uma conta bancária vinculada a uma empresa do advogado.

Com esse elemento, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de outubro. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator. Um relatório da PF descreve uma rede de contatos de Tomaz com agentes públicos e figuras políticas e afirma que a proximidade com Flávio aparece entre os vínculos que merecem atenção dos investigadores.

A investigação autorizada no STF cita registros de festas, encontros e reuniões entre os dois, além de pagamentos de viagens ao senador. Também menciona uma conta da Alcazar Holding na qual Flávio apareceria como “usuário master”. Os dados integram a apuração e não representam, por si só, uma conclusão sobre responsabilidade criminal.

Flávio e Tomaz negam ter uma conta bancária compartilhada. A defesa do senador confirma a amizade entre os dois, mas afirma que ele não manteve conta em que Tomaz ou empresas ligadas ao advogado fossem usuários master. Tomaz nega ter cometido crimes e diz que a Rede Loto não chegou a operar como plataforma de apostas.

O advogado já havia sido alvo de busca e apreensão em agosto, por ordem do ministro André Mendonça, no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos. Flávio não era alvo daquela investigação. Em outubro, a PF também fez buscas contra Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor comissionado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspeito de repassar a Tomaz informações sigilosas de processos. Ele foi demitido.

A PF chegou a considerar pedir prisões na investigação, mas não formalizou o pedido. Segundo a apuração, Flávio suspeitou que a corporação pudesse solicitar sua prisão depois de a PF pedir a apreensão de seus passaportes. O senador saiu do Brasil e desembarcou em Miami nesta quarta-feira, após passar pela Argentina e embarcar em um avião particular fretado. A viagem ocorreu apesar de uma proibição de deixar o país imposta pelo STF, conforme as informações da investigação.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também