Pular para o conteúdo
Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Fazenda aponta depósitos de R$ 258 milhões de Willer Tomaz em bets

Nota técnica diz que o advogado movimentou cerca de R$ 5 bilhões em apostas em 2025 e aponta falhas da Blaze no monitoramento e na prevenção à lavagem.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Laptop com interface genérica de apostas ao lado de documentos financeiros e uma calculadora. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Laptop com interface genérica de apostas ao lado de documentos financeiros e uma calculadora.
Resumo em 30 segundos

Documento da Secretaria de Prêmios e Apostas afirma que Willer Tomaz foi o maior depositante em plataformas de apostas do país em 2025. A nota questiona os controles da operadora da Blaze diante do volume e da frequência das operações. Tomaz contesta os números e afirma que os recursos têm origem lícita.

Uma nota técnica do Ministério da Fazenda afirma que o advogado Willer Tomaz depositou R$ 258 milhões em plataformas de apostas esportivas em 2025, o maior valor entre os apostadores do país, e movimentou cerca de R$ 5 bilhões em apostas. Tomaz é amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e os dois são investigados em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro.

O documento, elaborado pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), examina possíveis falhas da Foggo Entertainment, operadora da marca Blaze, na prevenção à lavagem de dinheiro e no monitoramento de clientes. A secretaria afirma que o volume de depósitos de Tomaz foi quase o dobro do registrado pela pessoa que ficou em segundo lugar no ranking de 2025.

A nota aponta 1.936 depósitos, com média de R$ 133 mil, e 3.408 saques, cuja média foi de R$ 58 mil. Segundo a pasta, as retiradas somaram quase R$ 200 milhões. O documento também descreve operações concentradas em intervalos curtos: em 30 de outubro de 2025, Tomaz teria feito 14 depósitos de R$ 500 mil, distribuídos em três períodos do dia, totalizando R$ 7 milhões.

A SPA afirma que os valores e a frequência das operações se enquadrariam em situações previstas nas regras de prevenção à lavagem de dinheiro e deveriam ter sido comunicados a órgãos de controle. A nota também questiona a classificação de risco atribuída pela empresa ao advogado. Segundo os técnicos, o volume movimentado e padrões atípicos de apostas deveriam ter levado a uma avaliação de risco mais elevada.

A investigação no STF apura se Tomaz seria dono de fato de empresas que administram plataformas de apostas, entre elas a Blaze, e se elas teriam sido usadas para lavar dinheiro. A Polícia Federal também apura se os valores registrados correspondem a dinheiro efetivamente investido ou incluem apostas sucessivas com os mesmos recursos. O inquérito é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes e teve origem em uma investigação sobre suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de bets.

Em ação cível contra a Blaze, Tomaz alegou ter perdido mais de R$ 160 milhões e afirmou sofrer de ludopatia, transtorno relacionado ao vício em jogos. A defesa pede a devolução dos valores. No processo, documentos da plataforma registram R$ 4,8 bilhões em ganhos e quase R$ 5 bilhões em perdas durante 2025, com resultado anual negativo de R$ 163,2 milhões. Esses totais incluem valores ganhos e reapostados, e não significam que todo o volume tenha sido depositado novamente como dinheiro novo.

Em nota, Tomaz afirmou que seus recursos têm origem lícita, são compatíveis com seus rendimentos e foram declarados à Receita Federal. Ele contestou os números, dizendo que o volume inclui reapostas, e negou ter usado ferramentas automatizadas ou fracionado operações para evitar controles. Também afirmou que não tem vínculo societário, comercial ou pessoal com a 7K e que não é alvo da Operação Narco Bet. Flávio chamou o inquérito de “fake news”, e sua assessoria não se manifestou sobre o documento.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também