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Domingo, 25 de outubro de 2026

Flávia Saraiva conquista bronze na trave do Mundial de ginástica

A brasileira somou 14,300 pontos em Roterdã; Kaylia Nemour levou o ouro e Zhang Qinying ficou com a prata após empate na nota final.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Flávia Saraiva ao lado da trave em uma arena de ginástica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Flávia Saraiva ao lado da trave em uma arena de ginástica.
Resumo em 30 segundos

Flávia Saraiva conquistou o bronze na trave do Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, com 14,300 pontos. Kaylia Nemour e Zhang Qinying empataram com 14,566, e o desempate pela execução deu o ouro à argelina. Foi a primeira medalha de Saraiva na trave em um Mundial e a segunda do Brasil nesta edição.

Flávia Saraiva conquistou neste domingo (25) a medalha de bronze na trave do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, na Holanda. Com 14,300 pontos, a brasileira ficou atrás da argelina Kaylia Nemour e da chinesa Zhang Qinying, que empataram na nota final; o desempate pela execução deu o ouro a Nemour e a prata a Zhang.

Saraiva recebeu 6,100 pontos pela dificuldade da série e 8,200 pela execução. A ginasta teve um leve desequilíbrio durante um mortal lateral e na saída do aparelho. Ela havia terminado as eliminatórias em terceiro lugar, com 14,400 pontos.

O bronze foi a segunda medalha do Brasil nesta edição do Mundial. No sábado (24), Rebeca Andrade venceu a prova do salto sobre a mesa. O resultado de Saraiva também é a primeira medalha dela na trave em um campeonato mundial.

Nemour e Zhang somaram 14,566 pontos. A argelina obteve 8,266 na execução, contra 8,066 da chinesa, e ficou com o título. Nemour é campeã olímpica em Paris 2024 e bicampeã mundial nas barras assimétricas.

“Lembro a menina de 16 anos em sua primeira final de Mundial. E, mais de dez anos depois, obtive esta medalha na trave. A final é difícil, cada uma lutando por cada décimo. Fico feliz por ter batalhado pelo melhor. É uma honra representar o meu país e disputar entre as melhores”, afirmou Saraiva.

A ginasta também comentou a pressão da disputa e o pequeno desequilíbrio durante a série. “A final não tinha muita estratégia. Era fazer a série com o maior nível de dificuldade possível, porque a gente viu notas muito altas na etapa classificatória e sabia que seria assim. Sei que poderia ter sido um pouquinho melhor naquele desequilíbrio no mortal lateral, mas tem o nervosismo também, o estômago daquele jeito, a gente ansiosa para fazer o melhor”, disse.

O técnico da seleção brasileira, Francisco Porath, afirmou que a equipe precisou apostar em uma série de alta dificuldade para disputar o pódio. Ele também apresentou um recurso para tentar elevar a nota de execução de Saraiva. “Para estar no pódio tinha que tentar toda a dificuldade. Final é isso. Ela fez o que tinha que fazer, Vamos curtir a medalha, descansar e depois buscar outras e outras”, declarou.

Aos 27 anos, Saraiva soma três medalhas em Mundiais. Em 2023, na Antuérpia, na Bélgica, ganhou prata por equipes e bronze no solo. Com os pódios de Saraiva e Andrade, o Brasil chegou a 27 medalhas na história da competição: nove ouros, nove pratas e nove bronzes, ocupando o 17º lugar no ranking geral.

Fontes: Zero Hora, Folha de S.Paulo

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