Brasil garante vaga na final por equipes do Mundial de Ginástica
Rebeca Andrade lidera a classificatória do salto, enquanto Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira avançam ao individual geral; as finais serão na quarta e na quinta-feira.
Resumo em 30 segundos
O Brasil terminou a classificatória por equipes do Mundial de Ginástica Artística em sétimo lugar, com 159,131 pontos, e avançou à decisão coletiva. Rebeca Andrade se classificou em primeiro no salto. Flávia Saraiva disputará a trave e o individual geral, prova que também terá Lorrane Oliveira. As finais ocorrem na quarta e na quinta-feira.
O Brasil garantiu vaga na final por equipes do Mundial de Ginástica Artística de 2026, em Roterdã, na Holanda, após somar 159,131 pontos na classificatória. A seleção terminou em sétimo lugar e também terá representantes nas finais do salto, da trave e do individual geral, com a possibilidade de disputar cinco medalhas nas decisões de quarta e quinta-feira.
Rebeca Andrade avançou à final do salto na primeira posição, com média de 14,533 pontos. A campeã olímpica recebeu 14,400 no primeiro salto, com notas de 5,0 em dificuldade e 9,400 em execução; no segundo, fez 14,266, com 4,8 em dificuldade e 9,466 em execução.
Flávia Saraiva se classificou para a decisão da trave em terceiro lugar, ao marcar 14,400 pontos. Ela também avançou ao individual geral, prova que reúne as notas dos quatro aparelhos, com 53,566 pontos e a décima colocação. Lorrane Oliveira garantiu vaga nessa mesma final ao terminar em 20º, com 52,165 pontos.
Na disputa por equipes, o Brasil ficou à frente da Grã-Bretanha por menos de dois décimos. As oito seleções mais bem colocadas avançaram à decisão, marcada para quarta-feira. O resultado recoloca a equipe brasileira na briga por medalhas depois de ficar fora do pódio no Mundial anterior.
Além de Rebeca, Flávia e Lorrane, a equipe contou com Thaís Fidelis e Sophia Weisberg. As notas das cinco ginastas foram somadas para definir a classificação coletiva. Thaís voltou a disputar um Mundial após sete anos; ela havia interrompido a carreira depois de romper o tendão de Aquiles, em junho de 2021, e retomou as competições em 2025.
A seleção também reúne atletas em diferentes momentos da carreira. Thaís conquistou prata por equipes e bronzes na trave e no individual geral no Pan-Americano. Sophia, a mais jovem do grupo, obteve prata por equipes e bronze nas barras assimétricas no Pan, além de terceiro lugar no aparelho no Campeonato Brasileiro.
Rebeca retornou à competição após tirar um ano sabático em 2025. Sua presença amplia as opções brasileiras nas finais, enquanto a equipe busca uma medalha coletiva. Gabriela Bouças, de 17 anos, viajou como reserva e pode ser chamada pela comissão técnica se houver necessidade de substituição na decisão por equipes.