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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Ferramentas eleitorais projetam vitória de Lula no segundo turno

Janela e Panorama do Voto estimaram a votação com resultados parciais e dados do primeiro turno; o resultado consolidado deu 51,79% dos votos válidos a Lula.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Equipe acompanha a apuração eleitoral em computadores numa sala de trabalho. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Equipe acompanha a apuração eleitoral em computadores numa sala de trabalho.
Resumo em 30 segundos

As plataformas Janela e Panorama do Voto projetaram a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro durante a apuração do segundo turno. As estimativas usaram resultados parciais e padrões de votação do primeiro turno, sem pesquisas eleitorais. No resultado consolidado, Lula teve 51,79% dos votos válidos, e Flávio, 48,21%.

Ferramentas de projeção eleitoral apontaram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL) quando menos de 3% das seções eleitorais do segundo turno estavam apuradas, neste domingo (25). As plataformas Janela e Panorama do Voto usaram os resultados já contabilizados e dados do primeiro turno para estimar como votaram as seções ainda não divulgadas.

Com 0,12% das seções apuradas, a Janela projetava 51,19% dos votos válidos para Lula e 48,81% para Flávio. Naquele momento, a margem de incerteza ainda permitia que qualquer um dos candidatos vencesse. Ao longo da apuração, a estimativa para Lula passou de 54% no início e depois se estabilizou em torno de 51%, com oscilações pequenas.

O Panorama do Voto indicava 51,83% para Lula e 48,17% para Flávio quando cerca de 2% das urnas haviam sido apuradas. A estimativa do presidente chegou a ficar na faixa dos 49%, mas voltou a superar 51%. Com aproximadamente 30% da apuração, a plataforma passou a mostrar “vitória projetada” para o petista.

O resultado consolidado foi de 51,79% dos votos válidos para Lula e 48,21% para Flávio. As estimativas das duas ferramentas, portanto, ficaram próximas dos percentuais finais, embora tenham variado durante a contagem.

A Janela foi desenvolvida pelo cientista político Vinícius Justo, fundador da consultoria Plano Político. O modelo compara as mudanças de votação entre o primeiro e o segundo turno em seções já apuradas e usa padrões semelhantes para estimar o resultado nas demais. A plataforma não incorporou pesquisas de intenção de voto.

Justo afirmou que a distribuição geográfica da amostra é importante para a qualidade da projeção. Segundo ele, entre 1% e 2% das seções podem sustentar uma estimativa nacional robusta, desde que estejam distribuídas de forma adequada. Uma amostra concentrada em poucos locais pode representar pior o país do que uma apuração menor, mas espalhada entre diferentes estados.

O pesquisador disse que esperou até que 30% das seções estivessem apuradas para anunciar a projeção de vitória de Lula, embora o modelo pudesse ter indicado o resultado antes. A decisão foi influenciada pelo ritmo mais lento da divulgação em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados que, segundo ele, apresentavam mudanças de comportamento diferentes das observadas em outras partes do país. Justo afirmou ter feito mais de 50 simulações, inclusive com cenários em que a disputa terminava com diferença de apenas 500 mil votos.

O Panorama do Voto foi criado por Diego Cavalcante, sócio-fundador da Seiko Partners, e também se baseou na variação observada entre os turnos em cada seção eleitoral. O modelo aplicou essa mudança aos locais ainda sem resultado e fez ajustes para evitar que poucas urnas provocassem oscilações exageradas. À medida que a apuração avançava, os dados de cada estado permitiam corrigir as estimativas.

A ferramenta só exibia a mensagem de vitória projetada quando calculava em mais de 95% a chance de um candidato superar metade dos votos válidos, após pelo menos 2% de avanço da apuração. Cavalcante também testou a metodologia com resultados de eleições presidenciais de 2018 e 2022 e disputas para governador. Esses exercícios foram retrospectivos; 2026 foi a primeira vez que o Panorama do Voto fez projeções em tempo real.

As duas plataformas dispensaram pesquisas eleitorais e usaram o primeiro turno como referência para identificar o perfil de votação de cada seção. Cavalcante afirmou que esse dado permite observar padrões locais que levantamentos de intenção de voto, por serem mais gerais, não mostram da mesma forma. Ele também avaliou que a disputa concentrada em dois candidatos favoreceu a projeção, pois a transferência de votos pode tornar mais incertas as estimativas em eleições com três candidaturas fortes no primeiro turno.

Os criadores das ferramentas disseram que o uso de inteligência artificial ajudou a acelerar o desenvolvimento, especialmente na programação e na construção dos sites. Os modelos não substituem a apuração oficial: estimam o resultado com base nos votos já contabilizados e nos padrões das seções restantes. No Brasil, onde a contagem costuma avançar rapidamente, a utilidade dessas projeções é antecipar em uma ou duas horas a confirmação do resultado.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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