Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro busca cassação da chapa de Lula após desistir de anulação

O senador diz que tentará cassar a chapa de Lula e Geraldo Alckmin por abuso de poder econômico, após contestar a prorrogação da votação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Senador discursa diante de aliados durante uma noite de apuração eleitoral em Brasília. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Senador discursa diante de aliados durante uma noite de apuração eleitoral em Brasília.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro desistiu de pedir a anulação da eleição e afirmou que buscará a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin por abuso de poder econômico. O senador contestou a prorrogação do horário de votação, embora Lula e Flávio tivessem solicitado a extensão por motivos diferentes. A diferença entre os candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanhou a apuração do segundo turno das eleições em Brasília, neste domingo (25), ao lado de aliados. Após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 4,4 milhões de votos de diferença, Flávio contestou o resultado e afirmou que pediria a anulação da eleição. Nesta segunda-feira (26), porém, disse que desistiu desse pedido e que buscará a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), sob alegação de abuso de poder econômico.

Durante o discurso após o resultado, o senador criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o horário de votação. Flávio afirmou que “é impossível aceitar o resultado dessas eleições” e chamou a medida de “sacanagem”. Também declarou que a decisão teria alterado as regras durante a votação.

A prorrogação estendeu o encerramento das urnas das 17h para as 19h. Lula e Flávio haviam solicitado a extensão, mas por motivos diferentes: a campanha petista citou relatos de redução de frotas de ônibus em cidades como Salvador, enquanto o senador pediu mais tempo em localidades do Sul e do Sudeste afetadas pelas chuvas. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 34,3 mil votos foram registrados depois das 17h, cerca de 0,03% do total. A diferença entre os candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

Ao lado de Flávio durante a apuração estavam parlamentares do PL e do Novo, além do empresário Pablo Marçal, da economista Daniella Marques e do advogado Frederick Wassef. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também acompanhou a apuração em Brasília, mas não apareceu na foto do discurso. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), esteve no local, mas igualmente não foi visto na imagem.

Entre aliados do senador, houve manifestações distintas. Luciano Zucco (PL), eleito governador do Rio Grande do Sul, escreveu que a eleição teve “interferências abusivas, dados contraditórios e questionamentos que precisam ser devidamente esclarecidos”. Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, também disse que dúvidas levantadas pela oposição precisavam ser esclarecidas. Ambos afirmaram que governariam para a população de seus estados, independentemente de quem ocupasse a Presidência.

Zucco acompanhou a apuração com Flávio. Tarcísio não se manifestou depois do resultado, embora tivesse publicado, durante a votação, uma projeção que apontava vitória do senador. O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), participou de uma coletiva com Flávio, mas não comentou o resultado. Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito para o governo de Minas Gerais, também não se manifestaram.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também