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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Fernando Sastre começa a ser julgado por morte em acidente de Porsche

O júri popular começa às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, e pode avançar até quinta-feira; a defesa tentará reclassificar a acusação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carros danificados após uma colisão em uma avenida urbana à noite. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carros danificados após uma colisão em uma avenida urbana à noite.
Resumo em 30 segundos

Fernando Sastre de Andrade Filho começa a ser julgado nesta quarta-feira, em São Paulo, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana e por lesão corporal contra um passageiro. A defesa pretende contestar a acusação de homicídio com dolo eventual. O acidente ocorreu em março de 2024, no Tatuapé.

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho começa a ser julgado nesta quarta-feira (28) por um júri popular, em São Paulo, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana. A sessão está marcada para as 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, e pode se estender até quinta-feira (29).

Sastre responde por homicídio qualificado, com dolo eventual, pela morte de Viana, e por lesão corporal contra Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo que estava no banco do passageiro do Porsche. Dolo eventual é quando a acusação sustenta que alguém assumiu o risco de produzir o resultado, mesmo sem afirmar que essa era sua intenção direta.

A defesa pretende argumentar que Sastre não assumiu o risco de matar e pedir que a acusação de homicídio seja reclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção nem assunção do risco. O advogado Jonas Marzagão afirmou na terça-feira (27) que considera exagerado o enquadramento por dolo eventual. A modalidade culposa tem pena menor.

O acidente ocorreu por volta das 2h de 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste da capital. Segundo a perícia, o Porsche era conduzido a 156 km/h quando Sastre perdeu o controle e atingiu a traseira do Renault Sandero dirigido por Viana. O limite de velocidade da via era de 50 km/h.

Viana foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde morreu. Sastre declarou em depoimento que não havia consumido bebida alcoólica, mas reconheceu que dirigia acima do limite permitido. Segundo o Ministério Público, antes da colisão ele havia saído com a namorada e dois amigos, e o grupo consumiu bebidas em dois estabelecimentos.

O registro policial relata que a mãe do empresário foi ao local e disse que o levaria ao Hospital São Luiz Ibirapuera por causa de um ferimento leve na boca. Policiais foram à unidade para ouvi-lo e submetê-lo ao teste do bafômetro, mas receberam a informação de que ele não havia sido atendido ali. Sastre se apresentou no 30º Distrito Policial em 1º de abril.

A mãe de Viana, por meio da advogada Gabriela Alves Soares Monteiro, disse que a família espera que a Justiça seja feita e que a verdade possa ajudá-la a encontrar paz. A defesa de Sastre afirma que ele está preso há mais de dois anos.

Uma policial militar que atendeu à ocorrência também deve depor. Ela responde a processo administrativo por possível falha no atendimento e pediu dispensa, mas a Justiça considerou sua presença necessária por ter estado no local após a colisão. O Ministério Público pediu que ela seja informada de que pode permanecer em silêncio diante de perguntas que possam incriminá-la na ação penal militar. Os advogados da policial recorreram ao Tribunal de Justiça para tentar evitar o comparecimento.

Fontes: Folha de S.Paulo

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