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Sábado, 31 de outubro de 2026

FBI atribui à Coreia do Norte ataque de US$ 6,3 bilhões à Binance

A agência diz que o grupo TraderTraitor converte os ativos roubados principalmente em Ethereum; a Binance afirma ter recuperado cerca de 90% e prevê reabrir saques até domingo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala de monitoramento de cibersegurança com telas que sugerem transações digitais e rastreamento de criptomoedas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala de monitoramento de cibersegurança com telas que sugerem transações digitais e rastreamento de criptomoedas.
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O FBI atribuiu à Coreia do Norte o ataque à Binance, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A agência acompanha a conversão dos ativos pelo grupo TraderTraitor. A corretora afirma ter recuperado cerca de 90% do valor e diz que assumirá o prejuízo dos clientes.

O FBI atribuiu neste sábado à Coreia do Norte o ataque hacker à Binance, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A agência afirmou que o grupo TraderTraitor está convertendo os ativos desviados, principalmente em Ethereum, e que eles podem ser movimentados por serviços de finanças descentralizadas e de troca instantânea para dificultar o rastreamento e a recuperação.

O FBI informou que acompanha o caso com o Serviço Secreto dos Estados Unidos e a divisão de investigações criminais do Serviço de Receita Federal (IRS). A avaliação de que o ataque foi conduzido por agentes norte-coreanos contrasta com a posição anterior do presidente Donald Trump, que disse que os Estados Unidos investigavam uma possível participação de Pyongyang.

A Binance afirmou que recuperou cerca de 90% dos valores roubados e pretende reabrir os saques até domingo. A corretora também declarou que assumirá todo o prejuízo para que os clientes não tenham perdas. A suspensão dos saques e depósitos foi adotada após a invasão, enquanto a empresa investigava o comprometimento de um computador de um engenheiro, apontado como possível porta de entrada pelos invasores.

O caso é considerado o maior roubo de criptomoedas registrado até agora. Antes dele, o ataque à corretora Bybit, em 2025, era apontado como o maior, com cerca de US$ 1,5 bilhão levado. O FBI também responsabilizou o TraderTraitor pelo episódio da Bybit. Em 2022, hackers norte-coreanos foram acusados de roubar cerca de US$ 620 milhões em ativos digitais da rede Ronin, ligada a um videogame baseado em blockchain.

O uso de finanças descentralizadas, conhecidas pela sigla DeFi, permite transações sem a intermediação de uma instituição financeira tradicional. Serviços de troca instantânea convertem uma criptomoeda em outra rapidamente. Essas operações podem dificultar o acompanhamento do percurso dos ativos, embora as transações em blockchains públicas possam ser analisadas por investigadores.

A Coreia do Norte nega envolvimento em crimes cibernéticos e já classificou acusações desse tipo como “calúnias absurdas”. Especialistas e autoridades internacionais apontam que os roubos de criptomoedas podem gerar recursos para o governo norte-coreano, alvo de sanções e com acesso limitado a fontes convencionais de financiamento.

Trump comentou o ataque na sexta-feira, no Salão Oval, e comparou o roubo digital à dificuldade de recuperar dinheiro depois de um ataque hacker. Nas últimas semanas, ele também mencionou uma possível aproximação com a Coreia do Norte e um eventual encontro com o líder do país, Kim Jong Un, mas afirmou neste mês que não tinha certeza de que alguém estivesse pedindo uma reunião.

Fontes: Valor Econômico

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