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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Binance detalha roubo de US$ 6,3 bilhões e recuperação de ativos

A empresa congelou cerca de US$ 3 bilhões, reservou recursos próprios para cobrir perdas e estima retomar os saques em 45 horas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Analista acompanha padrões abstratos de transações digitais em telas durante uma investigação de segurança. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Analista acompanha padrões abstratos de transações digitais em telas durante uma investigação de segurança.
Resumo em 30 segundos

A Binance informou que um ataque cibernético afetou mais de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. Analistas apontam sem confirmação o grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, como suspeito. A empresa congelou cerca de US$ 3 bilhões, reservou recursos próprios para cobrir o incidente e prevê retomar os saques em 45 horas.

A Binance informou que um ataque cibernético ocorrido na noite de quinta-feira (29) afetou mais de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. Analistas de blockchain apontam o grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, como suspeito, mas a empresa ainda não atribuiu oficialmente a autoria do ataque.

A investigação da Binance começou com a hipótese de que um laptop comprometido teria participado da invasão. Depois, a companhia afirmou que identificou outros pontos de violação. Análises da TRM Labs e da Chainalysis indicaram características semelhantes às de roubos anteriores associados ao grupo norte-coreano, que é monitorado por autoridades dos Estados Unidos desde 2022. A suspeita não equivale a uma confirmação de autoria.

De acordo com as análises, a maior parte dos ativos foi transferida em cerca de 20 minutos, a partir de carteiras da Binance em pelo menos dez redes de blockchain, entre elas Bitcoin, Ethereum, Tron e Solana. As movimentações teriam sido precedidas por pelo menos 36 horas de preparação e testes. O uso de várias redes e endereços pode dificultar o rastreamento e o congelamento dos fundos.

A Binance informou que congelou cerca de US$ 3 bilhões em ativos com ajuda de parceiros e autoridades, e que começou a recuperar os valores afetados. A empresa disse ter reservado mais de US$ 6,34 bilhões de recursos próprios para cobrir o incidente, incluindo US$ 5 bilhões mantidos nos mesmos tokens atingidos. Também afirmou que não encontrou evidências de vazamento das chaves privadas das carteiras e que os fundos dos clientes estão seguros.

Para repor ativos que não foram recuperados, a companhia disse que está comprando os tokens correspondentes no mercado e em operações de balcão, conhecidas pela sigla OTC. Essas transações são feitas diretamente entre partes, fora de uma bolsa pública. A empresa alertou que a reposição pode levar mais tempo quando há pouca liquidez — isto é, poucos compradores e vendedores disponíveis para negociar determinado ativo.

A Binance estimou em 45 horas o prazo para retomar os saques, suspensos temporariamente durante verificações de segurança; os depósitos continuavam operando normalmente. O FBI e o Serviço Secreto dos Estados Unidos trabalham com a empresa na investigação. A TRM Labs avalia que o TraderTraitor pode integrar o Grupo Lazarus, também associado à Coreia do Norte, mas essa relação não foi confirmada pelas autoridades.

Para entender

Blockchain
É uma tecnologia de registro digital compartilhado que organiza transações em blocos conectados e protegidos por criptografia. Diferentes redes de blockchain podem operar com regras e ativos próprios; por isso, movimentar criptomoedas por várias redes pode tornar o rastreamento mais complexo.

Fontes: Estadão, Zero Hora

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