Flávio Bolsonaro é alvo de nova investigação da Polícia Federal
A apuração sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz ficará sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no STF.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Federal enviou ao Supremo uma nova investigação sobre Flávio Bolsonaro, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz. Alexandre de Moraes foi sorteado relator. A defesa do senador nega que eles tenham compartilhado contas e afirma que a relação entre as famílias é de amizade.
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à sua relação com o advogado Willer Tomaz. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar o caso, que havia sido distribuído à Corte pelo menos uma semana antes da divulgação da informação.
A defesa de Flávio afirmou que o vínculo entre o senador e Tomaz se limita à amizade entre as famílias. Em nota, classificou como falsas as informações de que os dois teriam compartilhado uma conta bancária ou de que Flávio teria dividido uma conta com empresas ligadas ao advogado.
O senador chamou a investigação de “fake news” e disse que as acusações têm motivação eleitoral e buscam prejudicá-lo durante a campanha presidencial. A apuração está sob relatoria de Moraes no STF; a distribuição define o ministro responsável por conduzir o caso na Corte.
A nova investigação foi mencionada durante o primeiro debate presidencial entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na noite de domingo (18), na Band. O confronto teve acusações sobre suspeitas envolvendo familiares e aliados dos candidatos, além de discussões sobre segurança pública e financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio citou a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ambos investigados por possível envolvimento no caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lula, por sua vez, questionou o senador sobre o financiamento do filme “Dark Horse” com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado no texto como pivô do escândalo do Banco Master.
Na discussão sobre segurança pública, Flávio afirmou que pretende declarar guerra ao crime organizado e classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias como organizações terroristas. Lula criticou o senador por não ter apoiado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo ao Congresso em 2025. O presidente defendeu a proposta como uma forma de ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.
Lula também afirmou que seu governo aprovou a lei antifacções e realiza operações contra integrantes do “andar de cima” das organizações criminosas. A expressão é usada para se referir a pessoas que ocupam posições de maior influência nesses grupos.
A investigação sobre Flávio é distinta das acusações discutidas no debate. No caso encaminhado ao STF, a Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas à relação entre o senador e Tomaz; a defesa nega o compartilhamento de contas e afirma que a relação entre eles é apenas de amizade familiar.
Para entender
- STF
- O Supremo Tribunal Federal é a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro. Entre suas atribuições estão julgar determinadas autoridades em processos previstos na Constituição e analisar questões constitucionais.