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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

EUA criam escritório antidrogas no Paraguai e ampliam cooperação

O anúncio inclui US$ 11,75 milhões em assistência, um acordo de interceptação aérea e a adoção de sistema de controle de fronteiras.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Autoridades participam de uma reunião sobre cooperação de segurança em Assunção. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Autoridades participam de uma reunião sobre cooperação de segurança em Assunção.
Resumo em 30 segundos

Os Estados Unidos anunciaram a criação de um escritório antidrogas em Assunção e US$ 11,75 milhões em assistência de segurança ao Paraguai. A cooperação inclui interceptação aérea, controle de fronteiras e combate ao terrorismo e ao crime organizado. Também foi anunciada uma parceria para instalar um centro de computação de inteligência artificial abastecido por Itaipu.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (21) a criação de um escritório de combate ao narcotráfico em Assunção, capital do Paraguai, para coordenar programas e ações norte-americanas no Cone Sul. A medida foi divulgada durante a visita oficial de três dias do subsecretário de Estado Christopher Landau ao país, onde se reuniu com o presidente Santiago Peña e o chanceler Rubén Ramírez.

O escritório ficará subordinado ao Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL), órgão do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A iniciativa integra a ampliação da cooperação de segurança entre Washington e Assunção, em um momento em que o governo de Donald Trump busca intensificar o combate a organizações criminosas na América Latina.

Washington também anunciou US$ 11,75 milhões em assistência para reforçar as capacidades de segurança do Paraguai. Desse total, US$ 5,5 milhões serão aplicados no combate ao financiamento do terrorismo e do narcoterrorismo, na criação de um centro antiterrorista e no aprimoramento dos controles de fronteira e da análise de provas digitais. Outros US$ 6,25 milhões serão destinados a ações contra o crime organizado transnacional.

Landau e Ramírez assinaram um Acordo de Assistência para Interceptação Aérea. Segundo o Departamento de Estado, o instrumento pretende ampliar a capacidade paraguaia de monitorar e proteger o espaço aéreo contra voos suspeitos de ligação com o narcotráfico. O acordo só entrará em vigor depois de uma troca posterior de notas diplomáticas entre os dois governos.

Os dois também firmaram um memorando de intenções para intensificar a cooperação contra o deslocamento internacional de terroristas. O documento prevê a adoção no Paraguai do PISCES, sistema norte-americano de gestão de fronteiras e verificação de passageiros. A ferramenta é voltada a reforçar os controles migratórios e auxiliar na identificação de possíveis ameaças terroristas.

Os Estados Unidos planejam ainda enviar a Assunção, pela primeira vez, um assessor da embaixada especializado em contraterrorismo. Ele deverá acompanhar os novos compromissos bilaterais e apoiar iniciativas já em andamento, segundo o Departamento de Estado.

A visita de Landau incluiu uma passagem por uma unidade militar criada para combater o terrorismo e o crime organizado na Tríplice Fronteira, área compartilhada por Paraguai, Brasil e Argentina. O subsecretário e Peña também visitaram a usina hidrelétrica de Itaipu, no leste paraguaio. Depois de concluir a agenda no país, Landau seguiu para a Argentina.

O Paraguai integra o Escudo das Américas, iniciativa de segurança promovida por Washington com governos latino-americanos. O Departamento de Estado descreveu a aproximação como uma parceria entre os governos de Trump e Peña, voltada à segurança e à prosperidade do hemisfério. Após retornar à Casa Branca para seu segundo mandato, Trump assinou uma ordem executiva que classificou importantes cartéis de drogas e grupos criminosos da região como organizações terroristas.

Na quarta-feira, Peña viajou a Washington para uma visita de três dias e confirmou que se reuniria com o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe. O presidente foi acompanhado, entre outras autoridades, por Ramírez e pelo chefe do Gabinete Civil da Presidência, Javier Giménez. A agenda inclui participação na Universidade George Washington e um discurso na gala anual do centro de estudos Diálogo Interamericano, na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em paralelo à ampliação da cooperação, foi anunciada uma parceria entre a empresa norte-americana Crusoe, especializada em infraestrutura para inteligência artificial, e a paraguaia Araico, que desenvolve projetos de energia e infraestrutura. O acordo prevê uma instalação de computação de alto desempenho para inteligência artificial, abastecida com energia de Itaipu. A Crusoe planeja iniciar a operação da primeira unidade em meados de 2027, para atender clientes de serviços de nuvem nos Estados Unidos e na América Latina.

O anúncio não especificou o valor do investimento, a capacidade de geração reservada ao projeto nem o volume de eletricidade que será contratado. Itaipu é administrada conjuntamente por Brasil e Paraguai. Um tratado assinado em 1973 prevê que cada país tenha direito a metade da eletricidade produzida pela usina.

Para entender

PISCES
Sistema desenvolvido pelos Estados Unidos para gestão de fronteiras e verificação de passageiros. A ferramenta permite que autoridades consultem informações de viajantes para apoiar os controles migratórios e a identificação de possíveis ameaças.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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