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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Estudantes de SP fazem atos por Lula e Flávio antes do segundo turno

As manifestações ocorreram na quarta e na quinta-feira em frente ao Insper e à Uninove, reunindo centenas de estudantes de universidades privadas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estudantes participam de uma manifestação política em uma rua de São Paulo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estudantes participam de uma manifestação política em uma rua de São Paulo.
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Estudantes de universidades privadas de São Paulo fizeram atos de apoio a Lula e Flávio Bolsonaro nos dias 21 e 22 de outubro. As manifestações reuniram centenas de pessoas em frente ao Insper e à Uninove, com participação de alunos de várias instituições e de políticos ligados aos candidatos.

Estudantes de universidades privadas de São Paulo realizaram atos de apoio aos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na quarta-feira (21) e na quinta-feira (22), antes do segundo turno. As manifestações reuniram centenas de pessoas e mobilizaram alunos de instituições como Insper, Uninove, PUC-SP, FGV, ESPM, Mackenzie e Belas Artes.

Na quinta, estudantes favoráveis a Lula se concentraram a partir das 18h30 em frente à Uninove, na Barra Funda, zona oeste da capital. O grupo seguiu pela Rua Cardoso de Almeida até o Teatro da PUC-SP (TUCA), em Perdizes, onde o ato começou às 20h. Alunos da FGV, da ESPM, da Belas Artes e da Faculdade Paulus de Comunicação organizaram a manifestação.

Entre os participantes estavam Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato derrotado ao governo paulista, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), as vereadoras Luana Alves (PSOL) e Luna Zarattini (PT), a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) e a filósofa Marilena Chaui. Manifestantes levaram faixas e cartazes com pedidos de voto em Lula e entoaram palavras de ordem em apoio ao candidato.

Haddad fez uma crítica a Flávio Bolsonaro durante o ato. “Flávio Bolsonaro gabaritou no Enem do crime, então eu acho que ele não quer um mandato, ele quer um habeas corpus”, afirmou. A declaração foi uma referência a acusações envolvendo o senador, sem que a manifestação, por si só, represente uma decisão judicial sobre elas.

A mobilização estudantil ganhou força após o primeiro turno. Giovanna Pignataro, diretora de universidades privadas da União Nacional dos Estudantes (UNE), disse que alunos passaram a visitar salas de aula para convidar colegas para os atos. Segundo ela, a adesão alcançou instituições com perfis diferentes, além das universidades particulares tradicionalmente associadas a estudantes de maior renda.

Na Uninove, alunos organizaram atividades em mais de um campus, incluindo os de Paraíso e Barra Funda. Nicolas Cerqueira, vice-presidente do diretório estudantil e aluno de direito e tecnologia em segurança pública, disse que a articulação começou no dia 5, por meio de um perfil no Instagram de apoio a Lula. Ele relatou resistência e críticas de parte dos estudantes, especialmente em cursos como medicina.

Na FGV, Nina Souto afirmou que estudantes reativaram um coletivo criado na eleição de 2022 para discutir democracia e o papel de alunos de uma universidade de elite. A participação de estudantes dos dois lados indica uma mudança em relação ao período anterior ao primeiro turno, quando, segundo ela, o debate político tinha pouca presença entre os colegas.

Na quarta-feira, estudantes favoráveis a Flávio Bolsonaro se reuniram diante do Insper. O ato começou às 18h e também reuniu centenas de pessoas, com participantes de diferentes instituições privadas. A Polícia Militar restringiu a circulação de carros no trecho da rua onde ocorreu a manifestação.

O deputado estadual Lucas Bove (PL) compareceu e fez uma chamada de vídeo com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que elogiou a mobilização. Bove incentivou os estudantes a buscar votos e afirmou: “Para ter um futuro digno é preciso ter coragem”. Os participantes exibiram cartazes e camisetas com mensagens de apoio a Flávio e críticas ao PT.

Os deputados eleitos Lucas Pavanato (PL) e Eduarda Campopiano (PL), além do empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), haviam sido confirmados, mas não foram ao ato. A manifestação estava inicialmente prevista para ocorrer na PUC, mas foi transferida para o Insper por questões de segurança, conforme comunicado divulgado nas redes sociais do grupo de direita ligado à universidade.

Fontes: O Globo

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