Pular para o conteúdo
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Eleição em Israel registra participação recorde de 44,9% até as 14h

Mais de 3,29 milhões de pessoas votaram até esse horário, no maior índice registrado nesse estágio desde 1973, segundo a Comissão Central de Eleições.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores adultos entram em uma seção de votação em Israel, com urnas e cabines ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores adultos entram em uma seção de votação em Israel, com urnas e cabines ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A participação nas eleições legislativas de Israel chegou a 44,9% até as 14h desta terça-feira, com 3,29 milhões de votantes. O pleito é o primeiro desde os ataques do Hamas em 2023 e é visto como um teste ao governo de Binyamin Netanyahu. A votação define os 120 assentos do Knesset.

A participação nas eleições legislativas de Israel chegou a 44,9% até as 14h desta terça-feira, 27, no horário local, com 3,29 milhões de pessoas votando. A Comissão Central de Eleições informou que o índice é o mais alto registrado nesse estágio desde que começou a reunir os dados, em 1973. Mais de 7 milhões de israelenses estão aptos a votar no pleito, o primeiro desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

A disputa é vista como um teste ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e à condução do país durante os conflitos regionais. A segurança domina a campanha, enquanto os eleitores também decidem sobre questões internas, entre elas a obrigação de judeus ultraortodoxos cumprirem o serviço militar. O tema ganhou peso diante da mobilização exigida pelas guerras recentes.

O ex-general Gadi Eisenkot, que comandou o Exército israelense entre 2015 e 2019, é o principal adversário de Netanyahu. Ele entrou na política após os ataques de 2023 e fundou o partido Yashar em 2025. Uma média de pesquisas publicada pelo Haaretz apontava o Yashar com 23 cadeiras, ante 21 do Likud, partido de Netanyahu.

Eisenkot prometeu criar uma comissão independente para investigar as falhas de segurança que permitiram a ofensiva do Hamas. O governo de Netanyahu tem evitado essa iniciativa, segundo a cobertura do pleito. O ex-general também se opõe à criação de um Estado palestino e apoia os assentamentos israelenses, mas afirmou que pretende conter a violência de colonos na Cisjordânia ocupada.

Desde a invasão do Hamas, Israel conduziu uma ampla operação militar na Faixa de Gaza. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 74 mil pessoas morreram e cerca de 90% da população foi deslocada. O conflito também se estendeu ao Líbano, ao Iêmen e ao Irã; Israel rejeita as acusações de genocídio e limpeza étnica em Gaza e diz que elas têm motivação política.

A votação define os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento israelense. Para governar, um partido ou coalizão precisa reunir ao menos 61 assentos, por isso a formação do próximo governo dependerá de negociações entre as forças políticas. As urnas fecham às 22h, no horário local, e a apuração definitiva pode levar dias; se as conversas para formar uma maioria fracassarem, uma nova eleição poderá ser convocada.

Fontes: Zero Hora, Estadão, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também