Eleições de meio de mandato nos EUA mobilizam partidos antes da votação
A votação ocorre na terça-feira, 3 de novembro, e definirá 435 cadeiras da Câmara, 35 do Senado e 36 governos estaduais; projeções ainda não são resultados.
Resumo em 30 segundos
Democratas e republicanos encerram a campanha nesta segunda-feira, antes da votação de meio de mandato nos Estados Unidos. Estão em disputa todas as cadeiras da Câmara, 35 vagas no Senado e 36 governos estaduais. Projeções apontam possível avanço democrata, mas os resultados só serão conhecidos após a votação e a apuração.
Democratas e republicanos encerram nesta segunda-feira (2) a campanha para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com comícios finais antes da votação de terça-feira. Os eleitores escolherão integrantes do Congresso e governadores estaduais, em uma disputa que pode mudar o controle das duas Casas e afetar a agenda do presidente Donald Trump.
Trump anunciou que fará um discurso às 14h (16h em Brasília) diante do Memorial Lincoln, em Washington. O presidente e os republicanos buscam mobilizar seus apoiadores, enquanto democratas demonstram otimismo cauteloso com a possibilidade de conquistar a maioria no Congresso.
As eleições de meio de mandato, também chamadas de midterms, ocorrem no meio do mandato presidencial. Neste ano, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. A votação antecipada já registrou 53 milhões de votos, e David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral, disse à CBS que a participação total pode bater recorde.
Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras. Pesquisas apontam vantagem apertada do partido em cinco estados, entre eles Texas, Carolina do Norte e Kansas, considerados tradicionalmente conservadores. A projeção final da Decision Desk HQ estimava maioria democrata de 52 a 48 no Senado e vantagem de 241 a 194 na Câmara.
Esses números são projeções, não resultados. A votação ocorre na terça-feira, e a apuração pode se estender pela noite. No Alasca, uma disputa envolvendo dois candidatos com o mesmo nome levou o governo Trump a tentar contestar o resultado; o governo estadual anunciou uma investigação interna.
Se os democratas vencerem nas duas Casas, pretendem abrir investigações sobre Trump, seu governo e sua família, além de tentar barrar indicações e o financiamento da guerra no Irã. Parlamentares da ala socialista do partido também querem promover um debate sobre o futuro do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), agência federal responsável por aplicar leis de imigração.
Os republicanos esperam preservar o comando de pelo menos uma das Casas. Caso percam a Câmara, querem levar os democratas a negociar a destinação de verbas do orçamento. Trump afirmou que poderá usar o veto presidencial para impedir projetos aprovados pela oposição.
O cenário eleitoral é influenciado pela avaliação do governo e pela disputa entre eleitores independentes. A matéria informa que sete em cada dez americanos avaliam Trump negativamente, em meio a críticas à inflação e à guerra contra o Irã. Segundo o Pew Research Center, 47% dos adultos se identificam com os democratas ou tendem a apoiá-los, contra 43% que se alinham aos republicanos; 10% não se comprometeram com nenhum partido.
A campanha também movimentou quase US$ 11 bilhões em publicidade. Elon Musk, aliado de Trump que liderou o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), contribuiu com quase US$ 500 milhões para campanhas republicanas. Entre os grandes doadores democratas está George Soros.