Democratas lideram pesquisas para as midterms 2026 nos EUA
A votação ocorre nesta terça-feira, 3 de novembro; pesquisas nacionais medem a preferência partidária, mas não definem quem vencerá cada disputa local.
Resumo em 30 segundos
Os eleitores dos Estados Unidos escolhem nesta terça-feira os 435 integrantes da Câmara e 35 senadores. Pesquisas nacionais mostram vantagem democrata na preferência pelo controle do Congresso, mas a disputa por cadeiras depende dos resultados em cada Estado. Os republicanos têm maioria nas duas Casas, e os democratas precisam conquistar assentos para assumir o controle.
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores, nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Pesquisas nacionais mostram os democratas à frente dos republicanos na preferência pelo controle do Congresso, hoje dominado pelo partido do presidente Donald Trump, mas os levantamentos não determinam o resultado das disputas locais.
As midterms ocorrem no meio do mandato presidencial de quatro anos e renovam toda a Câmara e cerca de um terço do Senado. O resultado pode alterar a composição das duas Casas e, com isso, a capacidade do governo de aprovar projetos nos próximos dois anos. A votação antecipada já começou em alguns Estados.
Na pesquisa AtlasIntel divulgada no domingo (1º), 55,5% dos entrevistados disseram preferir candidatos democratas ao Congresso, contra 41,4% que escolheram republicanos. Um levantamento da NBC News, também publicado no domingo, registrou 52% para os democratas e 45% para os republicanos. Na sondagem I&I/TIPP divulgada nesta segunda-feira (2), 52% preferiram que os democratas controlassem o Congresso, ante 42% que optaram pelos republicanos.
Outras pesquisas apontam vantagem democrata, embora com diferenças de metodologia e público consultado. Harvard CAPS e Harris Poll registraram, em levantamento divulgado em 24 de outubro, 52% de preferência pelos democratas e 48% pelos republicanos. Na pesquisa Reuters/Ipsos publicada em 26 de outubro, entre prováveis eleitores, 53% disseram que votariam no candidato democrata de seu distrito, enquanto 44% escolheriam o republicano.
No Senado, os republicanos têm 53 cadeiras. Os democratas ocupam 45, e dois independentes votam com eles. Para alcançar maioria de 51 assentos, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras, além de preservar as que já têm. Michigan, Geórgia e New Hampshire estão entre os Estados em que o partido precisa defender seus lugares; Texas e Alasca também aparecem como disputas competitivas, apesar da tradição republicana.
Na Câmara, os republicanos contam com 218 cadeiras e um independente que costuma votar com eles, enquanto os democratas têm 214. Como são necessários 218 votos para a maioria, os democratas precisam de um ganho líquido de três cadeiras para assumir o controle. O redesenho de distritos eleitorais promovido pelos republicanos tornou esse caminho mais difícil, segundo a avaliação publicada junto aos levantamentos.
As disputas por vagas no Congresso se concentram, entre outros Estados, em Texas, Califórnia, Ohio, Flórida, Michigan, Nova York e Pensilvânia. Uma média de pesquisas do The New York Times com o Siena College apontou democratas à frente em corridas importantes em Michigan, Kansas, Texas, Maine e Ohio, além de disputas mais apertadas no Alasca e em Iowa. Esses números são projeções de intenção de voto, não resultados: a apuração das eleições ocorre após a votação de terça-feira.
Para entender
- Midterms
- São as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas dois anos depois da eleição presidencial. Nelas, todos os assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das cadeiras do Senado são submetidos a votação.