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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Eduardo Bolsonaro diz que green card o mantém legal nos EUA

Após a eleição de meio de mandato nos EUA, ele afirmou que não teme ter de deixar o país e que o Congresso não decide sobre a revogação de vistos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eduardo Bolsonaro fala ao microfone em uma conferência política. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eduardo Bolsonaro fala ao microfone em uma conferência política.
Resumo em 30 segundos

Eduardo Bolsonaro afirmou, durante evento conservador na Flórida, que não teme deixar os Estados Unidos após as eleições de meio de mandato. Ele disse que sua situação migratória é legal e que o Congresso não decide sobre a revogação de vistos. O ex-deputado recebeu um green card em julho.

Eduardo Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac), na Flórida, que não teme ter de deixar os Estados Unidos após as eleições de meio de mandato. A votação desta semana abriu caminho para que o Partido Democrata retome o controle da Câmara e do Senado, até então dominados pelos republicanos, partido do presidente Donald Trump, aliado de Eduardo.

“Não estou com medo. Minha situação (no país) é 100% legal, assim como o meu irmão (Flávio Bolsonaro) e sua família”, afirmou Eduardo em entrevista ao influenciador americano Joey Mannarino. Ele também disse que não cabe ao Congresso dos Estados Unidos decidir sobre a revogação de vistos.

As eleições de meio de mandato são realizadas no meio do período presidencial de quatro anos e renovam os assentos da Câmara dos Representantes e parte do Senado. O resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso e dificultar a aprovação de propostas do presidente. A votação deste ano ocorreu nesta semana; as matérias não informam a data exata nem apresentam pesquisas eleitorais.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em julho, recebeu um green card, documento de residência permanente que permite morar no país por tempo indeterminado e trabalhar ou estudar sem autorizações específicas para essas atividades. A concessão do documento mantém sua situação migratória, segundo ele, independente do resultado eleitoral.

O green card é concedido a imigrantes autorizados a residir permanentemente nos Estados Unidos. A obtenção pode exigir um processo longo e detalhado. Eduardo afirmou que o Congresso não tem atribuição para cancelar vistos, mas as declarações não detalham quais autoridades ou procedimentos poderiam afetar a permanência de um residente permanente.

Na entrevista, Eduardo comparou uma eventual deportação à situação de mulheres refugiadas do Irã e disse que enviá-lo ao Brasil seria levá-lo a uma “ditadura”. Ele também afirmou que há um regime opressor no país. As declarações foram feitas enquanto o ex-deputado enfrenta consequências judiciais no Brasil: segundo uma das matérias, ele foi condenado em outubro por coação no curso do processo, em razão de ações relacionadas ao julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na semana passada, depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das matérias afirma que ele deixou o Brasil dois dias após o segundo turno e descumpriu uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar o passaporte; a outra menciona ordem da Polícia Federal para entrega dos documentos e proibição de deixar o país.

Fontes: O Globo, Estadão

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