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Domingo, 4 de outubro de 2026

Douglas Ruas e Eduardo Paes disputam segundo turno no Rio

Com 99,46% das seções apuradas, Ruas tinha 49,31% dos votos e Paes, 42,72%; a eleição para governador do Rio de Janeiro terá nova votação em 25 de outubro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores acompanham a apuração em um local de votação no Rio de Janeiro. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores acompanham a apuração em um local de votação no Rio de Janeiro.
Resumo em 30 segundos

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputarão o segundo turno para governador do Rio de Janeiro, marcado para 25 de outubro. Com 99,46% das seções totalizadas, Ruas tinha 49,31% dos votos e Paes, 42,72%. Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, a decisão ficou para a nova votação.

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputarão o segundo turno da eleição para governador do Rio de Janeiro, marcado para 25 de outubro. Com 99,46% das seções totalizadas neste domingo, 4 de outubro, Ruas tinha 49,31% dos votos, cerca de 4,247 milhões, e Paes somava 42,72% dos votos válidos, aproximadamente 3,680 milhões.

A diferença entre os dois não foi suficiente para encerrar a disputa no primeiro turno. Para vencer nessa etapa, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, que excluem brancos e nulos. Como ninguém atingiu esse patamar, os dois mais votados avançam para uma nova votação.

O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparecia em terceiro lugar, com 3,17%, ou 272,8 mil votos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, dois dias antes da eleição, que os votos dados a ele fossem considerados nulos sub judice, enquanto a situação jurídica é examinada. Em 11 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia indeferido, por unanimidade, o registro da candidatura.

Paes, ex-prefeito da capital, deixou o cargo em março para concorrer ao governo estadual. Ele havia sido reeleito prefeito em 2024 e, durante aquela campanha, prometeu permanecer no mandato. No início deste ano, anunciou que disputaria o Executivo fluminense.

A candidatura do PSD reuniu uma aliança de 12 partidos, entre eles PT, PDT, MDB, PSDB, Cidadania, PSB e Solidariedade. A escolha de Jane Reis (MDB) para vice-governadora integrou a estratégia de buscar apoio na Baixada Fluminense. Ela é irmã de Washington Reis, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Paes também associou sua campanha à possibilidade de contar com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem a ajuda do presidente. Não é para marcar posição. É para vencer a eleição, ajudar o povo e mudar a história do nosso estado”, afirmou.

Ruas é deputado estadual de primeiro mandato e foi secretário de Cidades na gestão do governador Cláudio Castro. Próximo do senador Flávio Bolsonaro, ele concorre pelo PL. A chapa tem Fernanda Louback como candidata a vice e conta com o apoio de Mobiliza, Avante e Agir. Rogério Lisboa (PP), que chegou a ser anunciado como vice, desistiu em julho.

O candidato do PL havia sido eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas o Supremo Tribunal Federal (STF) o impediu de assumir o governo estadual após a renúncia de Castro. O estado é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro.

A saída de Castro ocorreu depois que o vice-governador, Thiago Pampolha, renunciou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. A presidência da Alerj ficou vaga, e o STF manteve Ricardo Couto de Castro à frente do governo. A eleição de 25 de outubro definirá quem ocupará o cargo após o período de administração interina.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, O Globo

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