Departamento de Estado eleva recompensa por chefes do Tren de Aragua
As informações devem levar à captura e condenação de três líderes; Giovanni Vicente Mosquera Serrano também responde por tráfico internacional de cocaína.
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferece até US$ 50 milhões por informações que levem à captura e condenação de três líderes do Tren de Aragua. O grupo é acusado de expandir sua atuação internacional, inclusive no Brasil, onde relatórios policiais apontam presença em ao menos três regiões.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos elevou para até US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura e condenação de três líderes do Tren de Aragua. A medida foi coordenada com o FBI, a Agência de Combate às Drogas (DEA) e o Departamento de Justiça americano; o valor total equivale a cerca de R$ 270 milhões.
O governo norte-americano classifica a facção venezuelana como organização terrorista estrangeira. O grupo surgiu em presídios da Venezuela e, segundo agências de segurança, ampliou sua atuação para outros países da América Latina e para os Estados Unidos.
No fim de julho deste ano, um tribunal federal do Distrito Sul do Texas apresentou acusações formais contra os três líderes por conspiração para fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira. Giovanni Vicente Mosquera Serrano também é acusado de distribuição internacional de cocaína.
As recompensas são oferecidas por informações que contribuam para a captura e condenação dos procurados. O anúncio faz parte de uma ação coordenada por órgãos de segurança e Justiça dos Estados Unidos contra a atuação internacional da organização.
Relatórios recentes de inteligência policial apontam que o Tren de Aragua se estabeleceu em ao menos três regiões do Brasil, onde teria criado rotas logísticas e fornecido armas a facções locais, entre elas o Comando Vermelho (CV). A atuação atribuída ao grupo inclui tráfico internacional de drogas, extorsão, contrabando e exploração ilegal de recursos naturais.
A aproximação com organizações criminosas brasileiras pode ampliar a capacidade armada dessas facções, de acordo com os relatórios. A presença do Tren de Aragua no país integra um movimento de expansão que levou autoridades a acompanhar a circulação do grupo e suas conexões com redes criminosas locais.
A recompensa anunciada nos Estados Unidos é muito superior a valores oferecidos no Brasil por informações sobre criminosos procurados. No ano passado, o Disque Denúncia ofereceu R$ 100 mil por informações que levassem à captura de Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca da Penha ou Urso, apontado como liderança do Comando Vermelho fora do sistema penitenciário.
O serviço informou que essa foi a maior recompensa de sua história, empatada com os R$ 100 mil oferecidos em 2000 por informações que levassem à captura de Fernandinho Beira-Mar. Os valores e os casos envolvem iniciativas distintas, mas dimensionam a diferença entre as recompensas anunciadas nos dois países.