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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Rio Tietê leva lixo a áreas turísticas de Salto após cheia

Após as chuvas do fim de semana, a vazão chegou a 750 metros cúbicos por segundo em Salto; a média de outubro no trecho é de 300.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lixo flutuante levado pela cheia do Rio Tietê se acumula perto de áreas turísticas em Salto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lixo flutuante levado pela cheia do Rio Tietê se acumula perto de áreas turísticas em Salto.
Resumo em 30 segundos

As chuvas entre sexta-feira e domingo elevaram o nível do Rio Tietê e levaram resíduos às margens de Salto, no interior paulista. O lixo se acumulou em áreas turísticas, como o Parque das Lavras e a região da Ponte Pênsil. A prefeitura afirma que cerca de 130 toneladas são retiradas do rio durante as cheias a cada ano.

As chuvas que atingiram a Grande São Paulo e municípios do interior entre sexta-feira, 23, e domingo, 25, elevaram o nível do Rio Tietê e levaram grande quantidade de lixo às margens de Salto, no interior paulista. No domingo, a vazão chegou a 750 metros cúbicos por segundo na cidade, acima da média de 300 metros cúbicos por segundo registrada em outubro no trecho da cachoeira.

Imagens feitas com drone mostraram resíduos flutuando perto do Complexo Turístico da Cachoeira e acumulados no Parque das Lavras e junto à Ponte Pênsil. Garrafas PET, isopor, latas, embalagens, madeira e outros materiais formaram concentrações carregadas pela correnteza e presas entre rochas e na vegetação. O complexo turístico não foi interditado, apesar da cheia; a previsão era de que o nível começasse a baixar na tarde desta segunda-feira, 26.

A Prefeitura de Salto afirma que a cidade retira cerca de 130 toneladas de lixo levado pelo rio durante as cheias a cada ano. Segundo a administração municipal, os resíduos vêm de descartes irregulares em municípios atravessados pelo Tietê desde a Grande São Paulo. A coleta é feita pela concessionária responsável pela limpeza urbana, conforme a necessidade, e o material segue para o aterro sanitário do município.

O volume elevado de água aumenta a vazão e pode intensificar o transporte de detritos rio abaixo. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo e a SP Águas dizem manter diálogo com cidades da bacia, incluindo Salto, para ações de recuperação ambiental, saneamento e gestão de resíduos. A SP Águas também afirma realizar operações contínuas para retirar lixo flutuante, vegetação aquática e sedimentos de pontos estratégicos, entre eles a Barragem de Pirapora do Bom Jesus, a montante de Salto.

As ações estaduais incluem o programa IntegraTietê, que, segundo o governo paulista, já garantiu mais de R$ 22 bilhões em investimentos. A SP Águas informa ter removido 6,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos da bacia, com aporte de R$ 1,4 bilhão. O programa Rios Vivos retirou outros 4,8 milhões de metros cúbicos em 197 municípios. No Rio Pinheiros, afluente do Tietê, foram removidas 147 mil toneladas de resíduos flutuantes.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) monitora 27 pontos do Tietê, 30 afluentes e seis estações automáticas. A companhia também realizou 652 vistorias em sistemas de esgoto, recursos hídricos e indústrias, que resultaram em 180 penalidades e R$ 17,6 milhões em multas, segundo os dados divulgados pelo órgão.

A retirada do lixo que chega a Salto atende às áreas turísticas, mas não impede que novos resíduos sejam transportados pelo rio em períodos de chuva forte. A prefeitura afirma manter interlocução com o governo estadual para medidas de preservação ambiental e recuperação do Tietê.

Fontes: Estadão, O Globo

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