Pular para o conteúdo
Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Daniel Vorcaro relata a Flávio Bolsonaro dificuldade em repasses

Mensagens de novembro de 2025 citam parcelas não liquidadas e recursos ligados ao filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular e documentos financeiros sobre uma mesa em um escritório de produção de cinema. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular e documentos financeiros sobre uma mesa em um escritório de produção de cinema.
Resumo em 30 segundos

Daniel Vorcaro escreveu ao senador Flávio Bolsonaro que duas parcelas enviadas não haviam sido liquidadas e que tentaria fazer uma nova transferência. As mensagens, trocadas na véspera da prisão do então dono do Banco Master, foram associadas ao financiamento do filme Dark Horse. A Polícia Federal investiga suspeitas relacionadas aos repasses.

Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, enviou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mensagens sobre dificuldades para transferir dinheiro um dia antes de ser preso, em novembro de 2025. O conteúdo, recuperado de registros do telefone de Vorcaro, sugere que a conversa tratava de recursos destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

“Vai dar certo essa semana. O cara que mandei a grana não liquidou, e eu estou num momento difícil demais. Foram duas parcelas que mandei e ele não liquidou. Muito foda. Mas já organizei pra fazer de novo na terça”, escreveu Vorcaro. Em seguida, afirmou: “Tá muito difícil, mas vamos vencer. Se eu passar da semana que vem aí resolvemos tudo em seguida”.

A troca ocorreu em 16 de novembro de 2025. Antes, Flávio havia enviado duas imagens temporárias e escrito: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. A resposta final do senador foi “amém!”, às 15h53, segundo os registros de horário da conversa.

O material foi reconstruído a partir de arquivos e registros de atividade do celular de Vorcaro. Ele redigia as mensagens no bloco de notas do iPhone, fazia capturas de tela e as enviava pelo WhatsApp como imagens de visualização única, que desaparecem depois de abertas. Embora as imagens fossem apagadas do aplicativo, o aparelho mantinha temporariamente arquivos PDF das capturas; esses documentos foram cruzados com o registro de uso do telefone para estabelecer horários e conteúdo.

A Polícia Federal investiga Flávio por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas relacionadas ao filme. Vorcaro havia se comprometido a destinar R$ 134 milhões à produção, divididos em 14 parcelas. Até sua prisão, sete repasses somavam R$ 67 milhões.

A conversa ocorreu em meio à crise do Banco Master. Vorcaro escreveu que duas parcelas já tinham sido enviadas, mas não haviam sido liquidadas, e mencionou que pretendia fazer uma nova transferência na terça-feira. A mensagem também dizia que ele enfrentava um “momento difícil” e precisava “passar da semana que vem”.

No mesmo período, Vorcaro trocou mensagens com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em 15 de novembro, perguntou se poderia encontrá-lo no dia seguinte e escreveu que estava tentando resolver a situação. No domingo, 16 de novembro, informou que pousaria em Brasília às 14h20 e iria diretamente ao encontro. Mais tarde, pediu que Moraes tentasse falar com Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, para adiar uma ação por uma semana, alegando que o banco não quebraria nesse intervalo.

Vorcaro também citou Paulo Gonet, procurador-geral da República, em uma mensagem enviada a Moraes na véspera da prisão. As mensagens recuperadas mostram que ele buscava ajuda para impedir ou postergar a operação que resultou em sua detenção. O conteúdo das respostas de Moraes não foi recuperado.

As defesas de Flávio Bolsonaro e de Vorcaro não se manifestaram sobre as mensagens. A investigação sobre o financiamento do filme apura a origem dos recursos e a natureza dos repasses destinados à produção.

Fontes: Folha de S.Paulo, Zero Hora, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também