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Domingo, 25 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro perde eleição e fica sem mandato em 2027

A saída do Senado em janeiro pode alterar o foro dos inquéritos sobre o filme Dark Horse e as suspeitas ligadas ao advogado Willer Tomaz.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eletrônica em uma seção eleitoral vazia após a votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eletrônica em uma seção eleitoral vazia após a votação.
Resumo em 30 segundos

Com a derrota para Lula, Flávio Bolsonaro deixará o Senado em 31 de janeiro de 2027 e ficará sem mandato eletivo. O senador é investigado em dois inquéritos no STF, um ligado ao filme Dark Horse e outro a suspeitas de lavagem de dinheiro. A derrota também abre espaço para uma disputa por liderança na direita.

Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, neste domingo (25), e foi reeleito para um novo mandato. Derrotado, o senador deixará o cargo em 31 de janeiro de 2027 e ficará sem mandato eletivo, enquanto enfrenta investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Flávio foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2003 e cumpriu quatro mandatos consecutivos. Em 2018, chegou ao Senado, onde permanecerá até o fim de janeiro. Sem um cargo parlamentar, perderá o foro por prerrogativa de função, mecanismo que determina qual instância judicial pode analisar casos envolvendo determinadas autoridades.

O senador é investigado em dois inquéritos no STF. Um deles apura o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga o caminho de recursos após Flávio pedir R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro André Mendonça é o relator do caso.

O segundo inquérito envolve suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. A Polícia Federal apura se Tomaz atuava como operador financeiro do senador. Na sexta-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a quebra do sigilo da offshore Alcazar Holdings, ligada ao advogado, e determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões.

A derrota também abre uma disputa por liderança na direita, que Flávio havia reunido em torno de sua candidatura. O senador terminou o primeiro turno à frente de Lula, mas não manteve a vantagem na votação final. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno, é apontado como um dos nomes com força para liderar o campo conservador.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também chegou a ser cotada para disputar a Presidência como vice de Tarcísio. Ela e Flávio tiveram um desentendimento público durante o último ano, mas fizeram as pazes. Michelle, porém, não participou ativamente da campanha do senador.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu que o irmão deixe o Brasil caso perdesse a eleição. “Eu suponho que, se meu irmão não vencer, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza”, afirmou na sexta-feira (23), em entrevista ao programa “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder.

A declaração veio depois de Lula dizer, durante debate em 18 de outubro, que Flávio perderia a imunidade parlamentar e que os inquéritos contra ele poderiam avançar. Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025, alegando perseguição política. O resultado eleitoral reduz a perspectiva de Flávio retornar ao Senado, mas não encerra automaticamente as investigações em andamento.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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