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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Contadores avançam pouco na preparação para a reforma tributária

Levantamento com 577 profissionais mostra que 52,9% estão no início da adaptação e só 8% estimaram custos antes das novas etapas previstas para 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional de contabilidade analisa documentos e trabalha em um laptop no escritório. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional de contabilidade analisa documentos e trabalha em um laptop no escritório.
Resumo em 30 segundos

Mais da metade dos profissionais de contabilidade ouvidos em pesquisa ainda está no começo da preparação para a reforma tributária. Setenta por cento não calcularam o custo da transição, e 74% não criaram grupos internos para estudar os impactos. Apesar disso, a maioria espera mais demanda por serviços especializados e considera treinamento essencial.

Mais da metade dos profissionais de contabilidade no Brasil ainda está nas etapas iniciais de preparação para a reforma tributária, apesar da proximidade de 2027, quando novas fases da mudança começam a entrar em vigor. O dado é de levantamento do Thomson Reuters Institute com 577 profissionais, divulgado na terceira edição do relatório Reforma Tributária do Brasil 2026.

Segundo a pesquisa, 52,9% dos entrevistados dizem que seus escritórios estão no início da adaptação. Apenas 8% começaram a estimar os custos para implementar as novas regras. Além disso, 74% afirmam que ainda não criaram grupos de trabalho ou comitês internos para estudar os impactos da reforma.

A falta de tempo e a disputa com outras prioridades são obstáculos para 36,8% dos participantes. Outros 27,3% apontam a incerteza sobre a regulamentação. A preparação envolve revisar sistemas contábeis, rotinas internas e projeções financeiras, mas 70% dizem que seus escritórios ainda não calcularam o custo da transição; 23% não pretendem fazer essa estimativa.

A preocupação alcança também as empresas atendidas. Para 51% dos profissionais, os clientes podem ter uma redução moderada ou significativa no fluxo de caixa com as mudanças. Já 26% projetam aumento. Um dos mecanismos que exige planejamento é o split payment, ou pagamento segregado: na transação, os valores de tributos são separados do pagamento destinado à empresa.

Com a nova sistemática, a parcela correspondente à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) deixa de ficar temporariamente no caixa da companhia. Isso pode reduzir os recursos disponíveis para capital de giro, usado para custear despesas e manter a operação até a entrada de novas receitas. A pesquisa não detalha quando o split payment começará a ser aplicado.

O levantamento também aponta aumento esperado na procura por serviços especializados: 73% dos entrevistados acreditam que a demanda crescerá, e 49% preveem expansão significativa. Ao mesmo tempo, 55% esperam que o trabalho contábil fique mais complexo; 17% avaliam que a reforma simplificará as atividades.

A capacitação e a tecnologia aparecem como parte da resposta. Treinamento interno é considerado essencial por 78,7% dos profissionais, enquanto 85,2% demonstram interesse em ferramentas para simular e calcular tributos e 54,1% buscam recursos de inteligência artificial para esclarecer dúvidas. Marcondes de Borba, líder da Domínio Solutions na Thomson Reuters, afirmou que a operação manual não será suficiente diante de dois sistemas fiscais em paralelo. Segundo ele, ferramentas de análise e simulação podem ajudar escritórios a orientar clientes sobre caixa, margens e formação de preços.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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